Estou encontrando…

Acordei assim, com vontade de escrever hoje, não neste lugar, nem mesmo nesta cadeira, mas a vontade veio e “cá” estou eu, escrevendo as primeiras palavras que vêem na minha cabeça.

Me lembrei de muitas coisas hoje. Me lembrei de como já estamos em Maio, e falta pouco para a metade do ano chegar, e me pergunto o que eu vivi. Se passaram cinco meses, mas para mim parece que não se passaram nada. Me perguntei o que é o passado,  e no momento eu o descreveria como uma folha de papel em branco. Dói pensar que os minutos de agora, nunca serão mais os mesmos, e que novos minutos estão chegando, e eu nunca sei o certo onde estou, á qual tempo eu me encaixo.

Me lembrei que nos últimos meses eu mudei demais. Percebi que estou tentando encontrar um novo “eu”. Não exatamente, estou tentando encontrar o novo que sempre esteve dentro de mim, mas eu nunca soube torna-lo parte exatamente da minha vida, e estou tentando fazer isso agora. Descobri que quero usar botas, quero passar mais tempo ao ar livre, quero pescar e conhecer novos cavalos. Não quero mais ter vergonha (ou medo das reações das outras pessoas) do que realmente sou, do que gosto, e do que eu quero. O que de fato, sempre foi muito difícil para mim.

Me lembrei dos meus objetivos, os novos e os antigos. A construção de um blog profissional (ou mais ajeitado, apenas), da construção de um livro (confesso que após eu perder meu livro antigo, desanimei), a sonhada aprovação no vestibular (agora mais focada no Enem), o casamento dos meus sonhos e o cavalo novo. Não acho nada impossível, nunca acreditei, acredite. Só deixe um tempo pra lá. Talvez eu devesse ter dado um tempo para viver mais a vida, e ter esquecido um pouco do sonhos, que por  um momento poderiam estar me deixando um pouco fora de chão.

Conclui que eu devesse dar um tempo, mais um tempo na verdade, ou sei lá, eu devesse retomar, mais eu ainda estou encontrando, estou encontrando.

Franciele Miloch

 

Ela sabe sivirar, está aprendendo com isso

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Não é preciso ter medo, quando o que menos se tem é coragem. Destruir expectativas que talvez não torne realidades futuras não é o caminho certo para se tornar equivalente a alguém de sucesso. Eu posso! Repete ela, todas as vezes que esta diante de algo que a amedronta. As vezes a situação é contornável, quando é, e quando é, não adianta comemorar, haverá sempre uma sempre oportunidade.

È interessante perceber que a evolução dela como ser humano emocionada. Pode ser que ela se emocione todos os dias e que nunca se esqueça que está dando certo. È maravilhoso, é  indestrutível é rejuvenescente. Quando parecia tudo velho, lá vem uma atitude aplausível, uma fala reconfortante, uma ação audaciosa, que faz o sol ficar mais bonito ou  as folhas das arvores mais verdes. A vista, não é mais uma imagem que meus olhos transmitem para o meu cérebro, é mais a rara perfeita vida, que ela tem.

Não basta ter um coração batendo, se nem ao menos uma vez no dia você para, para escutar-lhe. Os batimentos são como ecos de som de altíssimo volume em uma festa, diferente, da sua audácia de aparecer. O coração precisa de atenção para se tornar presente, e para isso só basta silêncio, paz e concentração. Ainda assim, ele tenta não tornar-se presente, porque a vontade de si mesma, é se tornar ausente.

 

 

Isso me deixa muito chateada

Ela gosta de escutar atenciosamente pelas palavras do pai. Não é um mistério, o tom é sempre o mesmo e a resposta para tudo também. Talvez o olhar meticuloso, o “rum” tão áspero que doí mais do que qualquer outra palavra. È o medo, com muita enfase no medo, aquele que parece estar errado, mas que é muito difícil de enfrenta-lo. Dar as costas para o que vem sempre de frente é muito difícil, e nunca ouvi quem diga como fazer.

Alguém devesse dar o primeiro passo, sempre foi assim que pensei, porque não começar? Encontrar meios e soluções as vezes para o medo é tão complicado quanto dizer não para muitas coisas. Palavras são como o vento, são tão rápidas e desprevenidas. Poxa vida, quando é que ela vai aprender?

Tomar posse do que parece sentir, no automático, porque não aprendi a fazer isso antes quando por exemplo eu ia para escola com cadernos rosas e presilhas no cabelo. Não é fácil aceitar que a infância estraga toda a sua juventude. È quando é preciso encarar os erros dos pais e colocar as coisas nos trilhos certos, para que este trem não corra desordenado.

Quando é que ela vai aprende?

Amor a além de mares, e de imagens

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Texto – amor

Você não sabe, eu detesto escovar á língua, sempre deixo um cantinho das unhas dos pés sem cortar, e no fim de semana passada, comi mais chocolate e refrigerante do que deveria. Você me espera, eu te espero, e isso já faz muito tempo. Em cima de um avião, você não sabe o que eu sinto, o que estou fazendo antes de dormir e quais as minhas lojas preferidas que visito. Eu sei o que você esta fazendo. Está  salvando pessoas no mar, procurando perdidos, ou tentando encontrar qualquer vestígios de alguma tragedia.

Porém, nos já sabemos algumas coisas. Como por exemplo que trabalho em um blog, e que no dia que nos conhecêssemos naquela viagem, você estava maravilhosamente de ferias, mas quando você colocou seu uniforme de trabalho, você estava ainda mais maravilhosamente indo trabalhar. E eu me senti segura. Não porque eu sabia que eu teria alguém para cuidar de mim. Mas me senti segura porque eu encontrei alguém, e que eu sabia também que este alguém, sabia o que eu queria, e preencheu o espaço que só faltava ser preenchido por ele.

Foi assim, que depois de tudo isso que aconteceu, constantemente você me envia cartas, mensagens do Whatszapp e emails quando está mais longe e não pode falar. Quando quis dizer mais coisas, que em uma mensagem de Whatss não cabia, disse coisas como desabafos, e por meio delas, me senti como se estivesse crescido ao seu lado. Descobri algumas de suas fraquezas como o medo de cobras no rio e de perder coisas que guarda fielmente em uma casinha em Salvador. Eu acredito em você, e com tudo isso, construo sua imagem nos meus pensamentos, em todas as manhãs.

Não sei se isso algum dia, vai dar em alguma coisa, mesmo que você continue dizendo que já é alguma coisa. Mas eu não te vejo, não te toco, não sinto sua respiração de manhã. Tudo isso me torna frágil, e insegura. Me desculpe se estou sendo irreal, mas no calendário, tem data de aproximação, e eu temo que ela chegue mais rápido, do que está previsto.

Não que de certa forma, seja difícil de você entender. Até porque eu sei, que você sente o mesmo. Não dá para tolerar, palavras. Um amor não vive de palavras, mesmo que se tente. Eu preciso de muita coisa, e você também. Viver do lado de alguém que se ama, é como ter alguém para amar. Caso contrário, preciso continuar acordando, e imaginar sua imagem e suas qualidades, atrás de suas cartas, no meu pensamento.

 

As criticas ás pessoas da internet, questões de opiniões

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As opiniões das pessoas, cruzam-se entre si como um emaranhado de teias de aranha. As criticas ás pessoas da internet, o cuspe da Viih tube, até onde tudo isso vai parar.

Definitivamente, não se escolhe muito os fatos. As pessoas, vêem se tornando detalhes, que muitas vezes fazem dela, problemas maiores, mesmo que de certa forma não signifique nada. O cuspe da Viih Tube no gato, o garoto que condena outras pessoas pela cor, pelo sexo, tudo isso, pode ser aterrorizante, criticado pelas pessoas de forma cruel e intolerante. Não se pode “passar a mão na cabeça destas pessoas”, diz quase todos. Qual o problema? O que deve ser feito?

Não dá, pra contar nos dedos, os tantos e meros detalhes bobos que as pessoas cometem, que virão debate para todo mundo. Quantas vezes dentro da minha familia, parentes e amigos, sofrem com criticas, pelo fato de terem feito algo de errado, cruel, insignificante e desnecessários para as outras pessoas. Porque que para muitos matar uma vaca para ser comida é um crime, e para outros, só é questão de cadeia alimentar?

È equivalente pensar que, para algumas pessoas “cuspir” na boca de um gato, é um problemão. E para outros, é só uma brincadeira. Como entrar em um acordo, onde pessoas pensam de determina maneira, onde na qual, juntas em um amontoado de opiniões sinceras de um mesmo grupo, se tornam um só, e defendem uma ideia até o fim. Como se, opiniões fossem/devem/exigem que sejam iguais e perfeitas. Quando será á vez, que as pessoas entenderam que pessoas, são pessoas. Não se custa, uma morte, pensar que pessoas são seres figurados do planeta terra, tão importantes quanto a hemoglobina, e que mais que um terço desta população, tendem a “preguiçar” á pensar, aceitar, opiniões alheias.

Nunca haverá um bom senso.

A minha opinião? Foi errado. Como encaixar a minha opinião, na opinião de quem aceita? Não precisa, não consta, não é necessário. Cada um tem a sua.

 

Ser feliz, é amar?

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Olá!

Eu sou o tipo de pessoa que entende que o amor, é um das coisas mais maravilhosas e essenciais que a vida pode proporcionar. Sabe, amar é demais. Traz de tudo de bom, em qualquer momento da vida, bom ou ruim. Ela vêm e transforma tudo. Coloca sorrisos no rosto das pessoas, muda comportamentos e faz nossos olhos enxergar a vida por outra perceptiva. Porém, o amor muitas vezes de tão poderoso, quer ser maior que tudo, quer ser maior do que outras esferas da vida. Esferas que são também tão essências quanto, que quando não existem, é como um corpo sem perna, ou sem orelhas.

Colocar o amor acima de tudo, não é sinal de felicidade. Não para mim. Pode ser aquele amor que traga a felicidade tão rápido, tão grande, tão esplendido quanto qualquer outro sentimento. Mas não é tudo. Nunca será. E custo fazer que as pessoas entendam isto. Já conheci pessoas que abandonaram seus filhos por um amor, filhos que não visitam mais seus pais porque só tem olhos para o seu amor, por exemplo. São pessoas que não conseguem fazer a ponte entre o amor, e mais as outras coisas também maravilhosas que a vida proporciona. 

Eu custei para entender isto. Os meus relacionamentos eram demais para mim, e principalmente, perdi muitos amigos por conta disto. Acabei deixando de falar com eles, quando eu me envolvia com garotos. Então, quando realmente um destes relacionamentos pendurou por um longo tempo, acabei foi é perdendo totalmente eles. Se eu me arrependo? Com certeza. Não é tarde para reatar, mas as coisas mudam, a vida muda, tudo muda, e quase sempre, é difícil voltar e recuperar o tempo perdido. Porque o tempo não perdoa, infelizmente. Não dá pra negar. 

È assim que as pessoas percebem o quanto erraram, quando a correia aperta. Quando os pais morrem ou ficam doentes, quando não tem mais amigos para conversar, quando os filhos já estão grandes o bastante para conversar sobre determinadas coisas…. tudo vai. E vai doer, ah se vai!

Mas uma coisa é certa: nunca é tarde para aprender. Mesmo que aprenda um dia, e erre de novo, e de novo, e de novo… Só é importante nunca deixar a  corrente quebrar, entre você e seu bom censo. Autoconhecimento muda muito as coisas. O amor? È só mais um elo da vida. Como trabalhar, visitar a família, e levar os filhos ao passeio. Não dá para colocar mais carne no prato pra um, e menos para o outro. Todos são importantes. Todos vão fazer falta um dia. 

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A insuficiente jornada

Eu soube muitas vezes ser muitas coisas, mas dificilmente eu mesma. Me encontrar neste turbilhão de pensamentos, desassossegos e desacertos, faz de mim uma pessoa com muitas dificuldades. Vasculhei muitos caminhos, encontrei muitas maneiras, porém a melhor delas, nada mais, foi tentar me aceitar, mesmo que as dificuldades insinuavam a se manisfestarem, eu já estava preparada, porque eu sabia que uma longa jornada, nunca é só uma jornada.

Se aceitar, não é só sentir bonita com o que já tem, gostar do cabelo que sempre teve, e se sentir bem com o próprio corpo.. Não é só isso. È isso e muito mais. Se aceitar também é mudança. È não ter vergonha que ama, de pintar o cabelo de outra cor ou admitir que gosta de Nirvana, por exemplo. Aceitar mudanças também faz parte da terapia da autoaceitação. Muitas vezes, somos o que não queremos, porque acreditamos não sermos capazes de nos tornarmos pessoas melhores.

Ser totalmente confiante de si, não é só acreditar que é confiante. È também escolher ser confiante, é escolher um novo modo de enxergar a vida. Não é fácil, porém como todo desafio, é só questão de resistência e persistência. Muita vezes desapontantes, no entanto é só nunca deixar a peteca cair, da mesma forma, que todo sucesso requer muito esforço.

Não que seja algo que faça fazer alguma diferença na sua vida. Na verdade, irá fazer toda a diferença. Tudo muda. E quase sempre se transforma. Não para melhor. Mas sim para muito melhor. Ser mais, do que a vida lhe oferece, não é só uma questão de autoaceitação, é questão de amor pela vida.

 

O caipirão da fazenda

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Escolheu não ser o homem da cidade, escolheu ser o caipirão conspirado pelas meninas nas festas de rodeio. Deixou a barbar crescer, e por incrível que pareça, no ultimo rodeio amarrou o cabelo como se fosse um rabo de cavalo, mesmo que parecesse dois rabinhos, aqueles que fazem nos cachorros após saírem do banho do petshop. Encontrar a verdadeira vocação, para ele, foi bem fácil. Esqueceu de desligar a maldita cafeteira antes de sair de casa, então esperava, que ela fosse esperta o bastante para desligar sozinha.

Ao sair,  percebeu  que o pasto estava coberto de uma leve ranzinza neve, que dali algumas horas já desaparecerão de completo. Sabe, 38 nunca entendeu direito a significância da festa de independência, as ruas pareciam leves demais pra tanto desfile, barulho e brigas. È. Algumas pessoas se aproveitavam da bagunça toda, para roubar lojas, assaltar pessoas e fazer xixi na rua. Lixo? Lixo é o mesmo que “algo que deve ficar na rua”, mesmo! Era estranho para ele. Na primeira esquina, próximo a cidade, havia jovens deitados na grama, fumando e rindo, sobre alguma piada interna, como se as borboletas fizessem cambalhotas e contassem piadas.

Depois, decidiu pegar um atalho mais longo, porem mais seguro. Não que tivesse medo, nada disso. Só não queria não ser reparado, ou, reparar nas outras pessoas. Elas festejavam por algo que nem sabiam o que era. O que os livros de historia contam? Também não sabem, muito menos refletir sobre o que elas mesmo acreditam. Aqui, é assim mesmo. As pessoas aceitam, de leve, mas aceitam. Gostam de manter as coisas no eixo, assim, nada de ruim acontece, ninguém morre, ninguém se machuca, e nada acontece.

Então, ele escolheu a melhor maneira de viver: no rancho, cuidando de cavalos e bezerros. Todas as manhãs, vai á cidade levar a filha para a escola. Porém, naquele dia, dia de feriado, a menina ficou em casa dormindo, na presença dos avós, sua família, e resolveu ir a cidade. Identificou as diferenças. Todas as vezes, percebe que o lugar das arvores, surge mais casas e os prédios, um ao lado da outra, sem espaço, sem espaço para a terra respirar. Escolheu uma maneira de dizer para as pessoas o que elas não enxergam: através do rancho na fazenda. PESSOAS, VENHAM CONHECER A NATUREZA, VENHAM! E então, as pessoas iam, escolhiam suas melhores roupas de fazenda, levavam suas crianças e brinquedos. No fim, só´reclamavam dos mosquitos e da falta de internet.

Muitos coisas não fazem parte do plano, por isso, que 38 aceitou bem. Espera ansiosamente pelo dia em que as pessoas percebam: o que somos de nós sem a natureza?

E assim, buscou o leite na cidade, e voltou para casa.

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Você é masoquista?

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Descobri recentemente o que significa esta palavra: masoquista. Quando ouvi-a pela primeira vez, pela boca da minha sogra, dizendo “ela é masoquista”! Eu me perguntei: o que é ser masoquista? Quando cheguei em casa, eu pesquisei no Google, li a definição e algumas matérias sobre o assunto. Me encaixei no palavreado, eu era, e ainda luto, pelo problema masoquista. Descobri o nome do problema que eu lutei por muito tempo.

Segundo nosso querido Wikipedia, ser Masoquista é: uma tendência ou prática parafílica, pela qual uma pessoa busca prazer ao sentir dor ou imaginar que a sente. Em um sentido extenso pode-se considerar como masoquismo também a forma de prazer com a humilhação verbal. Ou seja: o prazer pelo doloroso. Gostar de sofrer, querer a dor, gostar de vivencia-la, as vezes até procura-la. Onde eu me encaixo nisto? 

Durante toda minha adolescência, eu sofri com a Depressão, e uma das coisas que me ajudou a me livrar dela, foi me dar conta, que eu gostava de sofrer. Foi muito complicado. Porque eu demorei pra perceber que o problema era este. Eu gostava de me sentir mal, melancólica, triste, e eu adorava chorar. Porém, não é algo que se deve gostar. Sério. Isto é um mal. Sabe aquele mal? Que é gostoso, e da um prazerzinho? Mais é mal, não é? Então é mal. Vai dar merda. 

È complicado entender isto, até que não se entenda de fato que a felicidade é melhor ainda. Muitas pessoas se pergunta o porque desta coisa toda. A resposta, é que quando estamos doentes, sofrendo por qualquer coisa {lembrando que não se cabe a só a depressão} cabe também a pessoas que são traídas {e gostam de sofrer por isso}, que apanham, que bebem e fumam {gostam de se verem sendo destruídas por uma droga}, baixa autoestima, odeia a si mesmo, odeia o outro, desprezo, desgosto, e até pessoas que procuram brigas em um relacionamento para se sentirem maus por algo. São pessoas que se adapta e se sentem confortavelmente “bem” {se engana que está tudo bem} gosta daquilo, e não sabe {não quer} deixar de viver tal coisa. Entendem?

Quando eu era depressiva, uma das coisas que eu perguntava para mim mesma {e eu via  isso nos meus textos} era: como é a felicidade? E quando eu me lembrei disto, eu encontrei a resposta do porque as pessoas serem masoquistas. Para mim, deixar de ser masoquista, e acreditar na felicidade, na existência de algo muito melhor do que eu vivia, foi como encontrar a vela quando a energia acaba. Eu não sabia como era, não me lembrava como era ser feliz. Eu duvidada que era tão boa quanto a dor. As pessoas desacreditam no melhor, por isso se confortam com o que já tem, o sofrimento.

Eu consegui acreditar na felicidade, observando as pessoas. Eu tive certeza que ser feliz era bom, e que valia a pena lutar por ela, porque eu via as pessoas rindo, dizendo coisas bonitas as pessoas, coisas que eu não entendia. Então, eu agarrei com toda as minhas forças, o desejo de ser feliz também, demorou muito? Vocês nem imaginam quanto. Não foram meses, foram anos. Muitas recaídas, porem eu sempre me reerguia, mesmo que em momentos complicados.

Ser masoquista, não é uma besteira. È automático. Isto acontece naturalmente, as vezes, nosso cérebro é apetitoso nas suas habilidades, por isso, que precisamos desafia-lo. Se alguém, que leu este texto,  se sente masoquista, pense sobre isto. Por incrível que pareça, o melhor meio de descobrir o melhor, deixar de ser masoquista,  é pensando sobre ela. Porque eu me sinto assim? Porque eu gosto de sofrer? Tente encontrar o lado bom, o lado luminoso das coisas, e não o lado obscuro. Eu sei que você consegue.

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Vocês querem que eu fale mais sobre Depressão? Se sim, deixe seu comentário pra mim saber <3′ Um beijo!

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Coisas que eu aprendi na minha infância…

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Eu odiava levar bronca por coisas que eu fazia, que eu não sabia que eram erradas. Ninguém me dizia: EI, NÃO FAÇA ISSO! È ERRADO! Antes de eu fazer a cagada. Isto aconteceu em um dia quando eu, minha mãe e meu pai fomos ao supermercado. Eu era muito nova, mesmo, e nem tinha ideia como se fazia compras, como que alguém levava alguma coisa embora, e o que as pessoas faziam e falavam no caixa. Eu vi um caderninho, muito legal lá, e o coloquei dentro da minha bolsa de escola, sem mais, sem menos, sem mesmo saber se eu podia ou não fazer aquilo. Minha mãe só foi perceber quando já estávamos fora do supermercado, andando na rua. Ela ficou tão furiosa, tão furiosa, que me deu um puxão na orelha e fomos devolver o caderno no mercado. Acho que foi assim que eu aprendi que roubar é errado.

Certo dia, no sitio em que eu, meu irmão e meus pais morávamos, eu subi em um murinho. Foi neste dia em que sofri meu único acidente grave até hoje, acho. Meus pais estavam correndo atrás de uma galinha {para matar e comer} e eu fiquei observando aquilo, em cima do murinho. Avistei um anzol {mesmo que até hoje minha mãe ache que era outra coisa, mais que para mim, era um anzol mesmo} e coloquei dentro da minha boca. Passou um pintinho na minha frente {ou era a galinha que meus pais estavam tentando pegar, não me lembro} e eu imaginei: QUE GRAÇINHA! TAMBÉM QUERO PEGAR! E pulei. Foram 13 pontos na boca, quase rasgou de fora a fora. Eu fui ao hospital com uma tolha fincada dentro da boca.

Minhas aulas na escola eram muito legais, eu acho. Porque eu quase não me lembro de nada. Tenho minhas duvidas quando quando fala da infância tão facilmente. Da escola então, eu me lembro de muitas poucas coisas. Quando vejo minhas fotos no álbum, não me lembro nem de ter vivido aquilo. Mas me lembro especificamente de algumas coisas que eu acho que tiveram alguma significância na minha vida. Uma delas era minha professora, Elaine. Toda mundo gostava dela. Me lembro mais ou menos da sua feição, tinha um bocão e cabelos enrolados. Me lembro também quando alguém ia melhor que eu nas redações, eu ficava com raiva, porque eu queria ser a melhor. Também me recordo no dia em que uma moça {era tipo as dentistas da escola} me ensinou a escovar os dentes. Na hora de enxaguar eu fazia errado, eu não espalhava toda a água pela boca, ela me ensinou, e quase todas as vezes que escovo os dentes me lembro dela.

Engraçado de como eu não me lembro nada {nada mesmo} da minha avó, dos meus tios e dos meus primos na infância. Isto porque era a fase da minha infância parte I {a que eu morava em Minas Gerais} e eu era muito nova {vivi lá até os 8 anos} e mesmo assim,  eu gostaria de me lembrar de mais coisas. Foi a melhor parte da minha vida, até meus 18 anos, onde que pelo menos na minha concepção, eu vivia muito bem, sem depressão, sem problemas, sem ódio, sem ressentimento e preocupações. Eu gosto de pensar que em alguma vez na minha vida, eu vivi isso.

Eu gostava da minha boneca, grande igual á um bebe de verdade, mas eu só não entendia porque o cabelo dela era tão difícil de pentear. Eu passava o pente, e ficava nervosa comigo mesma, eu jogava no chão a escova e as vezes até me desapegava dela por causa disso. Eu também adorava dormir com minha mãe na cama, e eu acho que ela nunca soube disso, mas eu sempre acordava quando ela me trazia de volta pra cama, mas eu fingia que ainda dormia. Uma das coisas que eu nunca me esqueço, foi quando meu irmão ganhou um video-game dos meus pais. Confesso que fiquei com um pouco de inveja, e eu perguntava: E CADA MEU PRESENTE? E ficava observando meu irmão jogar.

Tem muitas coisas que eu tenho certeza que aconteceram nesta fase da minha vida, que me tornaram o que sou hoje. Estas foram algumas das coisas que aconteceram na infância parte I, mas também aconteceram outras na parte II e na minha adolescência. Eu já vivi tanta coisa, que eu nunca me arrependerei das coisas ruins e boas que eu vivi, porque eu sei que foram essências para me tornar o que penso e faço hoje. Fico mais feliz ainda em saber que ainda tenho 20 anos. E mesmo que eu ache que minha bagagem de vida é muito grande, imagina o que eu ainda tenho para viver nos muitos anos de vida que ainda tenho que vivenciar. Historias para contar, coisas tristes para viver, e emoções grandescas para sentir. E eu ainda vou estar aqui para contar. Até mais! <3′

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