RESENHA: A teoria de tudo de Jane Hawking

Olá pessoal,  tudo bem?  Aqui é a Carol e no post de hoje eu irei falar de um livro/filme/biografia.

O livro/filme/biografia conta a história do astrofísico Stephen Hawking, e é uma história linda.

         Sinopse:

a2bteoria2bde2btudoA história de Stephen Hawking é contada pela luz da genialidade e do amor que não vê obstáculos. Quando Jane conhece Stephen, percebe que está entrando para uma família que é pelo menos diferente. Com grande sede de conhecimento, os Hawking possuíam o hábito de levar material de leitura para o jantar, ir a óperas e concertos e estimular o brilhantismo em seus filhos – entre eles aquele que seria conhecido como um dos maiores gênios da humanidade, Stephen. Descubra a história por trás de Stephen Hawking, cientista e autor de sucessos como Uma breve história do tempo, que já vendeu mais de 25 milhões de exemplares. Diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica aos 21 anos, enquanto conhecia a jovem tímida Jane, Hawking superou todas as expectativas dos médicos sobre suas chances de sobrevivência a partir da perseverança de sua mulher. Mesmo ao descobrir que a condição de Stephen apenas pioraria, Jane seguiu firme na decisão de compartilhar a vida com aquele que havia lhe encantado. Ao contar uma trajetória de 25 anos de casamento e três filhos, ela mostra uma história universal e tocante, narrada sob um ponto de vista único. Stephen Hawking chega o mais próximo que alguém já conseguiu de explicar o sentido da vida, enquanto Jane nos mostra que já o conhecia desde sempre: ele está na nossa capacidade de amar e de superar limites em nome daqueles que escolhemos para compartilhar a vida. 

Resenha:

Embora a história seja sobre um astrofísico brilhante, a história não está focada na astrofísica,  e sim na vida,  na vida de uma pessoa que, quando descobriu uma doença, tinha (de acordo com os médicos) no máximo mais 2 anos de vida, a vida de uma pessoa que tinha acabado de conhecer alguém que se importe, a vida de uma pessoa que podia mudar o mundo.

O livro/filme/biografia é uma história linda,  romântica, triste, e, brilhante. Eu acho o filme encantador, o livro apaixonante, e a biografia brilhante – mas eu tenho uma queda por astronomia.

Estrelas: ★★★★★

Indicado ao Oscar nas seguintes categorias:

Melhor trilha sonora original.

Melhor roteiro adaptado.

Melhor ator.

Melhor atriz.

Melhor filme.

E esse foi o Post parceria de hoje pessoal, bjs ♥

By: Carol Campos {http://bycarolcampos.wordpress.com/}

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Leia também: Dicas para aprender inglês sozinho

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RESENHA: Dias raros de João Anzanello {DESAFIO LITERATURA BRASILEIRA 5/100}

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João Anzanello Carrascoza escreveu o livro de contos Dias raros, em um dia nem um pouco animado para sua vida, eu imagino. Ou ao contrário, um dia bem raro para ele também. Não é qualquer autor, é o João, que escreve sobre Dias raros para muitas pessoas. Para um garoto que nunca foi a cidade, no conto “Cidade-mundo”, para a menina que perde a mãe com uma doença grave no conto “Chamada”, para o menino que realiza o sonho de viajar com o pai de caminhão no conto “Balança”, e para o homem que descobre ter uma doença sem cura no conto “Dor futura”, por exemplo.

Todos são dias raros, e eu pensei: qual foi ou foram os meus dias raros? O livro despertou muitas coisas em mim, me peguei pensando em alguns dias da minha vida que eu me senti, em um dia raro. Não sei se é possível tirar conclusões tão facies assim.

O autor escreve os contos com muita sutileza. Parece tão real. A realidade é muito real no conto. Parece que o autor estava sentado na calçada de sua casa, tentando escrever a vida de alguém. São sonhos e tragedias tão frequentes, tão presenciais na vida, que eu me senti lendo historias de pessoas que eu já conhecia. Pessoas que sofrem com a morte de alguém, os sonhos de crianças e muitas outras coisas.

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O conto que eu mais gostei foi o da “Rosa deserta” e o “Cidade-mundo”. O primeiro eu gostei tanto devido a maneira como o autor descreve o que sente e o que deseja viver com a mulher que observou em um bar. Ele começa a fazer devaneios, imaginar uma vida com ela, o que falaria para ela, e quais as palavras que mais a descreveria. Mas é algo que não acontece.

No conto “Cidade-mundo” o garoto conhece a cidade grande, fica maravilhado com os prédios, com as pessoas, com tudo. Me lembrei dos meus tempos, quando meus pais vieram embora para Maringá trazendo eu e meu irmão. A cidade pra mim também era uma cidade-mundo. Mas não era algo gratificante pra mim. Eu não gostava dela, e até hoje tenho dificuldades em sentir algo prospero por ela.

Além disso, João escreve de uma forma muito poética. A poesia está na sua narração, colocando o leitor em uma aventura poética e atrás dela uma narrativa surpreendente. Eu pretendo com certeza ler mais livro do João. Infelizmente, eu não consegui achar muitas coisas sobre ele. Mas encontrei muitos outros livros que escreveu, como Eu sou favela e Aquela água toda. Tenho certeza que ele gosta de falar sobre coisas da vida, coisas simples, do cotidiano, no qual cada palavra sua faz você se lembrar de um pedacinho da vida.

Espero que tenham gostado. Leiam também as outras resenhas do DESAFIO DA LITERATURA BRASILEIRA:

 Desafio literatura brasileira {4/100}: Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis

Desafio literatura brasileira [3/100]: Dois irmãos de Milton Hatum

Desafio literatura brasileira {2/100} Sermões do Padre Antônio Vieira

Desafio literatura brasileira {1/100}: O Rei da Vela, Oswald de Andrade

Até mais!

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RESENHA: Cartas de amor aos mortos de Ava Dellaira

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Ler Cartas de amor para os mortos para mim, foi mais que uma leitura, foi uma transformação. Eu nunca estive tão perto da morte, serio, nun-ca es-ti-ve. Este livro, não conta só a trajetória da Laurel, a personagem que perdeu sua querida irmã, Amy, mas também conta tudo o que vem passando, a historia com seu namorado Sky, sua mãe que a abandonou e suas novas melhores amigas.

Laurel perdeu a sua irmã a muito pouco tempo, e ainda esta aprendendo a lidar com isso. Ela era sua maior ídola.  Achava-a perfeita e queria ser como ela, e este foi o maior erro de Laurel. Isto fazia, com o que ela quisesse ser do mesmo jeito, da forma que agia e se vestia de Amy. Sofre muito com isso. Seu namorado a Sky, ajuda ela a se recompor, mas também é muito difícil para ele ajuda-la. Mas ela consegue, sempre consegue.

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O livro retrata muitos temas atuais, como assedio sexual, agressão a mulheres, drogas e homossexualidade. Além de todo a narrativa comovente e cativante, ainda está lá, temas que traz conteúdos diferenciados, tornando-a mais rica. Laurel sabe muito bem lidar com estas coisas, se colocando em posição perfeita, transmitindo uma bela mensagem aos leitores.

 Quem diria que misturar tudo isto, mais a morte, abandono de uma mãe e um romance, daria muito certo. Mais que isso, ficou ótimo. A linguagem é perfeita, aos destinários das cartas são perfeitos também, pessoas famosas, cantores, atores e mais. Descobri historias de pessoas que eu não conhecia, nas quais morreram drasticamente, e como Laurel consegue associar isto a vida, faz uma reflexão, e consegue tornar as coisas significativas. Se questiona o porque da morte delas, porque morreram de tal forma e porque não pensaram antes da coisa toda acontecer. A autora, consegue fazer uma percepção de tudo isso, que eu jamais vi antes.

De inicio, eu confesso que a obsessão da autora de falar tanto da morte de Amy, e como para Laurel isto afetava na sua vida, tornou para mim um pouco cansativo, e me dando um certo enjoo. Porem, com o decorrer da historia, entendi de fato o porque de tudo aquilo, e por incrível que pareça, as peças começam a se encaixar. Além disso, a tradução contém erros, na verdade encontrei vários, o que de certa forma, traz um pouco de desiquilíbrio. Porque quando você está totalmente focado na historia, e de repente, alguma coisa errada na leitura dá um “BAAAH”! E daí você pensa: será que é isto mesmo? E você percebe que sim, que esta errado mesmo, porque depois você encontra outros. Mas estas é uma das desvantagens de se ler um livro traduzido.

Outra coisa: VAI TER FILME! Uhuuul, segue a fonte: sobresagas.com

Autora: Ava Dellaira

Site: avadellaira.com

Onde comprar: SaraivaLivraria CulturaSubmarino

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Leia também as resenhas: Resenha: O Substituto de David Nicholls    Resenha: Extraordinário de R.J Palacio    Resenha: Cidade de papel, John Green

 

Desafio literatura brasileira {4/100}: Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis

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Olá, leitores.

Está é uma das partes que eu mais gosto de escrever aqui no blog, trazer surpresas para vocês. Seria estranho dizer que, ler Machado de Assis foi uma experiência ótima, radiante, e que até eu mesma me surpreendi. E você pensa, e se lembra da escola, da primeira vez que você pegou o livro do Machado, leu algumas paginas e pensou: “O que que é isso?” Sem entender nada, sem compreender a história e seguir adiante.

Bem, após muitos anos, lá vou eu, ler este enigma, que muitos só de escutar, já estremecem, e querem passar longe deste autor. Por incrível que pareça, foi um ótimo livro, e ainda mais que isso, compreendi o maior erro que as escolas cometem. Mas este, será um assunto do próximo post.

Para começar, este livro é contado por um defunto-autor. Isso mesmo, o protagonista já morreu, e conta sua história, iniciando da sua morte. Toda a trajetória da sua vida, é ironizada, pelo próprio autor. Tudo o que desejastes fazer, como ser ministro, ter a mulher amada, nada acontece, concluindo então, no fim da história,  o desastre da sua vida. As poucas pessoas que foram no seu velório, os desejos que não conseguiu realizar, os erros, e dentre outras coisas.

Além disso, este livro não é um romance, e mais, o próprio autor ironiza os romances, passando muito longe de um. Mesmo que viva amores na sua vida, não os tratem com certo romantismo. Exemplo, namorou uma moça “coxa” por ser coxa, Marcela foi a mulher que na qual ele presenteava sempre com joias, mas quando pediu para que fosse embora com ele, ela não quis. E por fim, Virgilia, quer era casada com Lobo Neves, um homem de grande reputação, na qual Virgilia nunca deixou-o.

Assim, é de aspecto realista, oriundo da verdade, real e objetivo. Não se encontra aspectos de amor, autoestima, onde a vida é bela. Encontra-se um homem decepcionado, sem muitas realizações e amuado. Critica e ironiza tudo e a vida. Assim é Brás Cubas, até um pouco mimado, um homem de pouca integra.

Em relação a linguagem, eu esperava um pouco pior. Quando eu era criança, achava a literatura bem difícil, pelo menos era do que eu me lembrava que temia. No entanto, o que é difícil não é a linguagem em si, mas sim todo o conjunto do contexto, a linguagem, a forma como Machado escreve, de forma lenta, gradual (em que ele mesmo menciona no livro). Ou seja, o que ele escreve e como ele escreve. A todo momento, ele reflete, ele pensa, e faz reflexões extensas. Está foi a parte mais difícil, mas ao mesmo tempo, é uma qualidade único e exclusivo do livro. È o que diferencia e o torna especial.

Bom, espero que tenha gostado. E não se esqueçam, perca o medo, enfrente Machado! ;*

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Desafio literatura brasileira [3/100]: Dois irmãos de Milton Hatum

Olá, querido leitores..

Após uma profunda e turbulenta fase da minha vida, resolvendo problemas que hoje estou muito contente de ter solucionado, venho com esta resenha maravilhosa, de um livro maravilhoso, que mesmo por ter sido uma leitura para o vestibular, descobri um autor brilhante em nossa própria literatura brasileira. Além disso, estou surpresa por ter encontrado um livro tão bom quanto os estrangeiros. Confesso que eu imaginava que os livros brasileiros grande parte eram poucos cativadores, agora descobri que não. Oh! Deus, que viagem incrível. Este livro é um Viagem! Temos Milton Hatum um escritor com o estilo de escrita totalmente diferente, que todos precisam descobrir.

Vamos a história. Omar, e Yakub. Dois irmão gêmeos completamente diferentes! Omar (O caçula) mimado pela mãe, e preferido dos gêmeos pela Zana (a mãe). Consequência: um filho delinquente, que viverá apenas na miséria, em altas aventuras amorosas, baladas, muita bebedeira, sempre pelos motivos as quais a mãe, disposta a passar a mão e ajudar.

Yakub (o filho que levava menos atenção) mandaram-no para o Libano, e quando voltou, em pouco tempo se mudou para cidade grande para estudar e se formar. Casou-se e visitava a família sempre que possível. Diferente de Omar, Yakub é atencioso, sereno e inteligente.. sempre mais distante ou menos despreocupado co os problemas da família. Ele, um homem agora bem sucedido, aprende á como se manifestar diante da família, ao ódio do filho bastardo, ao ciúme doentio da mãe, que dá atenção exagerada ao seu filho caçula.

No outro lado da moeda, convém Halim, um homem perdidamente apaixonado por Zana, que a queria á todo momento, diante de um amor exaltante, fervescente. Mas Zana, após o nascimento dos gêmeos, só tinha olhos para eles, principalmente para O Caçula. O ciúme consiste até mesmo quando o  filho é adulto, é a grande causa dos desmanches e horrores que acontece na casa. Halim sofre muito, sofre em toda a historia até o momento que é o primeiro que morre.

A história narra o inicio até o fim da vida desta família. Apartir do momento em que os gêmeos nascem, até a morte dos pais e fim da família. Quem sobra é quem conta toda a história. O filho de Domingas, a “empregada” da casa, que foi adotada quando criança. Ele, o filho de Domingas conta toda a narrativa, em que ele presencia a todo momento, além dos mais ilustres desabafos do velho Halim. Mora em um quartinho no quintal na mesma casa com sua mãe, na qual no fim, também acaba sozinho no mesmo lugar de sempre.

Além de toda a trama atraente e cativadora, eu não consegui dar um ponto final na historia. O filho de Domingas agora, naquela casa, sozinho, com seus livros, escrevendo suas histórias, como fica? Sabe aquela “intimidade”, aquela aproximação, afeto por um personagem, que você não quer largar, quer entrar na história, abraçar o personagem, e dizer que amou tudo, que lamenta por tudo, e que gostaria muito dar uma longa prosa com ele… Além do mais, tem Rania, a filha também de Zana, encalhada, que não quer namorados, ignora seus pretendentes, e que toda sua atenção era para a loja da família… E que Omar, agora um desmiolado de vez, sem casa, sem vida, vivendo em bordel em bordel, bebendo, se aventurando na desgraça…

Dar um fim nisso tudo ainda está difícil. Só sei de uma coisa. Lerei mais livros de Milton Hatum, este homem  que me fez apaixonar por vez por literatura brasileira…

Sobre Milton Hatoum

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Quem poderia dizer, que não existem grandes escritores na nossa atualidade. Porque não dizer, que muitos podem se apaixonar pela literatura lendo Milton Hatoum. Nasceu em Manaus, romancista, contista, professor e tradutor. Estilisticamente, a prosa de Hatoum varia pouco de livro a livro. De forma coloquial, em especial Dois irmãos, escreve de maneira cativante, sem escapar qualquer detalhe extremo da narrativa. Pretendo com certeza ler muitos dos teus outros livros.

Para conhecer mais:

muito obrigada Hatuom! Um ótimo desafio.

Um grande abraço, leitor!

Sermões do Padre Antônio Vieira

Queridos leitores,

Diante do mais intrincado desafio que pude eu mesma me desafiar, foi com o livro Sermões do Padre Antonio Vieira, que não só a vontade imensa de ler o livro e de entender de fato os elogios e a criticas que os sermões trouxe para a época, mas também a eficiência da atenção, concentração e bom engajamento linguístico na forma com que Vieira escreve e exige na leitura.

Mais que isso. Se você tem uma carga linguística como eu, nada habitual aos dos 500 anos atrás, foi muito difícil ler palavras bem diferentes do que estamos habituados na nossa era. Vieira escreve assim, muitos jogos de palavras, comparações, que reforça a atenção do leitor. A perca de uma oração, lesiona todo o restante do sermão, parecendo não fazer mais sentido.

Fico feliz por ter lido este livro. Não é monstruoso como parece. Além da maneira como foi escrito, a carga intelectual é imensa! E quando digo imensa, é imensa mesmo. Os sermões, mesmo que chamados assim, sermões de um padre, o conteúdo não só apenas é relacionado á igreja, dogmas, sacramentos, e outros elementos cristãos. Para falar a verdade, eu que não sou nem um pouco apegada á dogmas religiosos, fiquei encantada com o livro, e com a quantidade de informações e conhecimento que este livro pode proporcionar.

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È claro que na edição que eu li, foram selecionados alguns sermões de Vieira, não todos, apenas os mais famosos. Pois li em um artigo que Vieira escreveu mais de 200 sermões. Não só no Brasil, mas também em Portugal. Dentro deles, o padre, mesmo que no século XVII, disse coisas que profundamente, me produziu um desejo de que ele estivesse aqui, hoje, para dizer para todos e para muitos, o que precisavam ouvir.

Para começar, o sermão do Bom ladrão, foi o que mais gostei, e que na minha opinião foi o sermão que mais trouxe uma carga de informações esplêndidas, que tem tudo haver com o que estamos vivendo em nossa realidade. O padre critica a corrupção, os roubos dos reis, príncipes e dos maiores nomes de pessoas autoritarias para a sociedade. Critica severamente as ações injustas e muito frequente, não só naquela época mais até hoje, sobre as mais cruéis formas de roubar e de injustiça. Ele mostra como estas pessoas de alto cargo podem se salvar, ou, como na maioria das vezes acontece, continuam sendo o que são e o que fazem, e o fim que os espera, é claro, o inferno, em que ele deixa bem esclarecido.

Além deste, o Sermão da sexagésima, esclarece, a grosso modo “ensina” os pregadores como devem pregar. Achei muito válido, pois, percebo muito (em qualquer esquina, em qualquer cidade, em qualquer lugar que alguém esteja) como existem pessoas que pregam de forma perdida conexas em fatos, realidades, pretextos, sem nenhum argumento concreto. Sinto cruelmente, que está realidade existe. Muitas, muitas novas formas de pregações incertas ocorrem em nosso cotidiano, o que seriamente neste sermão, é uma grande lição, e que achei muito valido, principalmente para quem é pregador, que lessem este sermão, de extrema importância para quem pratica pregações.

O Sermão dos peixes para ser sincera, me impressionou pela jogo de comparações, e de estilo de escrita que este sermão propôs.Comparações tão bem sinuosas, das pregações com os peixes. Achei fantástico! Não existia a possibilidade de não aproveitar o máximo das informações que este texto trazia, de alta riqueza de conhecimento.

Queridos leitores, espero que tenham gostado. Eu adorei, foi uma experiência incrível.

Uma dica que eu dou, é que não se assustem, não é porque o livro é de linguagem um pouco robusta, um livro antigo e de autor que não traga muitas expectativas, que o livro possa ser ruim. Vá com fé, abrace-o e o usufrui-o o máximo, que garanto que não se arrependerá!

Sobre o autor: Padre Antônio Vieira

 

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Padre Antônio Vieira nasceu em Lisboa, em 1608, e morreu na Bahia, em 1697. Com sete anos de idade, veio para o Brasil e entrou para a Companhia de Jesus. Por defender posições favoráveis aos índios e aos judeus, foi condenado à prisão pela Inquisição, onde ficou por dois anos.

Fonte/mais informações.

Não é só literatura infantil! {Monteiro Lobato}

Ola, leitor!

Venho com grande alegria dizer uma coisas para vocês. Escuta só! Tenho certeza que para muitos de vocês [assim como também era para mim, por incrivel que pareça] e muitos de todo o Brasil: a literatura adulta de Monteiro Lobato existe! Não sei você, ai do outro lado da telinha, mas eu, quando escuto Monteiro Lobato, me lembro de Emilia, Saci, Histórias de Tia Nastácia, Narizinho e etc, etc, etc… Não imaginava que para adultos, a literatura iria ser ainda melhor.

No entantooooooo, Lobato escreveu um livro de contos, que estou lendo, que se chama Negrinha. Você deve conhecer, sei que já ouviu falar. Saiba então que é um livro fantástico. Além do conto Negrinha, que é um só conto do livro, existem diversos outros contos, todos com audácia de suspense, terror, mistério. Não tenho nem palavras para descrever.

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Sabe, eu adoro descobrir coisas assim. Monteiro Lobato escreveu tantas coisas fantásticas, que não poderia ser diferente com este livro. Além do mais, ler este livro agora, após tantos anos é mais fantástico ainda, pois sei que vou usufruir ainda mais do autor. Saiba mais! Dá uma olhadinha na lista dos livros DE ADULTOS do querido Lobato:

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Urupês (1918)
Problema vital (1918)
Cidades mortas (1919)
Ideias de Jeca Tatu (1919)
Negrinha (1920)
A onda verde (1921)
O macaco que se fez homem (1923)
Mundo da lua (1923)
Contos escolhidos (1923)
O garimpeiro do Rio das Garças (1924)
O Presidente Negro/O choque (1926)
Mr. Slang e o Brasil (1927)
Ferro (1931)
América (1932)
Na antevéspera (1933)
Contos leves (1935)
O escândalo do petróleo (1936)
Contos pesados (1940)
O espanto das gentes (1941)
Urupês, outros contos e coisas (1943)
A barca de Gleyre (1944)
Zé Brasil (1947)
Prefácios e entrevistas (1947)
Literatura do minarete (1948)
Conferências, artigos e crônicas (1948)
Cartas escolhidas (1948)
Críticas e outras notas (1948)
Cartas de amor (1948)

O que? Tantos assim Fran? Sim! Estou lendo Negrinha, mais pretendo ler muitos, muito mais. Aconselho você também ai, se agarrar assim como eu neste incrível autor. Não se assustem. Se quiser saber ainda mais, clique aqui, e aguarde minha resenha sobre o livro!

Um grande abraço!

Resenha: O Substituto de David Nicholls

c2574c85e4c129bcb79628d8dd69f9ceSinopse: Para Josh Harper, ser ator significa ter dinheiro, fama, mulheres aos seus pés e o papel principal nos palcos de Londres. Para Stephen C. McQueen, trata-se de uma longa e desastrosa carreira como figurante. Stephen tem um nome que não ajuda (não, ele não é parente do famoso Steve McQueen), um agente pouco interessado, um relacionamento complicado com a ex-mulher e a filha e um trabalho como substituto de Josh Harper, o 12º Homem mais Sexy do Mundo. E, quando percebe que está apaixonado por Nora, a linda e inteligente esposa de Josh, sabe que as coisas podem ficar ainda mais difíceis para ele. Ou, quem sabe, essa não é justamente sua Grande Chance? Com personagens engraçados e diálogos irresistíveis, O substituto é uma comédia arrebatadora. (Link para mais informações e aonde comprar)

Resenha

Ola, querido leitor. Como foi o fim de ano? Bem, eu acredito que muito bom, muito bom meeeeeeesmo, né? Eu sei que já faz muito tempo que eu não trago uma resenha aqui, mas foi porque – como eu já havia dito antes – estou estudando para o cursinho. Como alguém também pode ter percebido, eu tinha escrito um post dizendo que eu iria fazer uma pausa aqui no blog, mas como podem perceber, eu não consigo, eu não consigo ficar sem escrever.

Bem, eu fiquei mais ou menos um mês enfiada neste livro – não por causa só dos estudos – mas também porque eu não gosto de deixar passar nenhum detalhe dos livros do David Nicholls. Sabe, os livros do David são muito, muito bem detalhados, sobre cenário, personagem.. e eu amo isso. Sem dizer que o livro além de meio “teatral” é uma comedia romântica, aliás muito gostosa de ler, e se você não prestar atenção, você não entende a piada. È bizarro. As piadas não são explicitas, fáceis do tipo que lê e já ri.

Basicamente, David conta a história do personagem Stephen C. McQueen, que na maior parte do seu livro, a sorte não anda contigo (aqui eu escrevi um post alguns dias atrás detalhadamente sobre ele) tem um casamento arruinado – onde a ex-esposa não acredita no que ele acredita ser, um ator bom no que faz – uma filha que tenta agrada-la sempre, um apartamento desastroso – horrível na verdade – e acima de tudo, um pouco pior, a sua relação com o famoso Josh Harper. Que mudará totalmente seu destino.

Stephen descobre que Josh está traindo a sua esposa, a querida Nora, que por incrível que pareça já nesta altura, Stephen e Nora são amigos, e gradativamente, ao longo do tempo, se tornam bons amigos. Com isso, Josh promete “parar” de trair Nora, e ele acredita, dando um credito a Josh, no entanto escondendo a verdade para Nora. Mas, Stephen já perdidamente apaixonado pela amiga, consegue de uma forma discreta, desvendar a verdade para toda a imprensa, e para Nora.

A partir de então as coisas começam a ficar confusas, e muitas coisas acontecem. O triste por fim, é que Stephen fica com Nora, mas não sabemos ainda que fim este homem vai ter. Pois termina desempregado, ainda no mesmo apartamento, e em uma das ultimas apresentação que fez  o que no inicio achou que iria  ser um sucesso – foi um desastre. David termina o livro, com Stephen disposto a mudar sua vida, talvez até mudar de profissão, pensou em mudar de apartamento, mudar totalmente a sua vida para melhor.

Eu, pessoalmente fiquei triste por Stephen não ter conseguido ser o que realmente queria: ser como Josh, famoso e ser reconhecido pelo talento que achava que tinha como ator. Mas no fim das contas as coisas continuam como estão, pois a sua última ação como ator também foi um desastre. Não se entende até onde o autor quis chegar com isso. Será que talvez alguns sonhos – aqueles que chegam longe demais – não devem ser muito levados á serio? Ou talvez, o autor so quis mostrar que na verdade no fundo Stephen só queria ser igual a Josh, e não apenas ele mesmo?

Enfim, para aqueles que são fãs de David Nicholls leiam este livro, pois confesso que no inicio eu fiquei um pouco constrangida e pensei que o livro iria ser uma droga, mas no fim das contas quando os acontecimentos começaram a desenrolar, a trama ficou impossível de ser abandonada e não admira-la.

Um grande abraço. (L)