RESENHA: Cartas de amor aos mortos de Ava Dellaira

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Ler Cartas de amor para os mortos para mim, foi mais que uma leitura, foi uma transformação. Eu nunca estive tão perto da morte, serio, nun-ca es-ti-ve. Este livro, não conta só a trajetória da Laurel, a personagem que perdeu sua querida irmã, Amy, mas também conta tudo o que vem passando, a historia com seu namorado Sky, sua mãe que a abandonou e suas novas melhores amigas.

Laurel perdeu a sua irmã a muito pouco tempo, e ainda esta aprendendo a lidar com isso. Ela era sua maior ídola.  Achava-a perfeita e queria ser como ela, e este foi o maior erro de Laurel. Isto fazia, com o que ela quisesse ser do mesmo jeito, da forma que agia e se vestia de Amy. Sofre muito com isso. Seu namorado a Sky, ajuda ela a se recompor, mas também é muito difícil para ele ajuda-la. Mas ela consegue, sempre consegue.

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O livro retrata muitos temas atuais, como assedio sexual, agressão a mulheres, drogas e homossexualidade. Além de todo a narrativa comovente e cativante, ainda está lá, temas que traz conteúdos diferenciados, tornando-a mais rica. Laurel sabe muito bem lidar com estas coisas, se colocando em posição perfeita, transmitindo uma bela mensagem aos leitores.

 Quem diria que misturar tudo isto, mais a morte, abandono de uma mãe e um romance, daria muito certo. Mais que isso, ficou ótimo. A linguagem é perfeita, aos destinários das cartas são perfeitos também, pessoas famosas, cantores, atores e mais. Descobri historias de pessoas que eu não conhecia, nas quais morreram drasticamente, e como Laurel consegue associar isto a vida, faz uma reflexão, e consegue tornar as coisas significativas. Se questiona o porque da morte delas, porque morreram de tal forma e porque não pensaram antes da coisa toda acontecer. A autora, consegue fazer uma percepção de tudo isso, que eu jamais vi antes.

De inicio, eu confesso que a obsessão da autora de falar tanto da morte de Amy, e como para Laurel isto afetava na sua vida, tornou para mim um pouco cansativo, e me dando um certo enjoo. Porem, com o decorrer da historia, entendi de fato o porque de tudo aquilo, e por incrível que pareça, as peças começam a se encaixar. Além disso, a tradução contém erros, na verdade encontrei vários, o que de certa forma, traz um pouco de desiquilíbrio. Porque quando você está totalmente focado na historia, e de repente, alguma coisa errada na leitura dá um “BAAAH”! E daí você pensa: será que é isto mesmo? E você percebe que sim, que esta errado mesmo, porque depois você encontra outros. Mas estas é uma das desvantagens de se ler um livro traduzido.

Outra coisa: VAI TER FILME! Uhuuul, segue a fonte: sobresagas.com

Autora: Ava Dellaira

Site: avadellaira.com

Onde comprar: SaraivaLivraria CulturaSubmarino

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Leia também as resenhas: Resenha: O Substituto de David Nicholls    Resenha: Extraordinário de R.J Palacio    Resenha: Cidade de papel, John Green

 

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Personagem Laurel do livro Cartas de amor aos mortos – Superação da morte e da baixa autoestima

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A morte pode significar muitas coisas para as pessoas. Eu nunca vivenciei uma de fato, não sei como irei me sentir e reagir diante dela. Mas acredito que cada um reage da sua maneira. Já observei isto nas pessoas, mas nunca sei o que passam na sua cabeça, se estão pensando na morte, no futuro, na superação do que aconteceu, quem é que sabe?

Porém, no livro de Ava Dellaira, Cartas de amor aos mortos, a personagem Laurel escreve sua trajetória na escola, na vida pessoal e nos relacionamentos amorosos, após a morte de sua irmã Amy. È difícil ler um livro, onde a morte está tão presente. Amy ainda sofre muito com a morte da irmã, se sente culpada,  e é difícil para ela ainda tentar entender o que foi que a morte representou na vida dela. Ela conta tudo. Conta como tenta superar, ou como não consegue fazer isso.

Claro que para Laurel, seguir a diante com a morte da irmã trouxe muitos desafios. Como por exemplo se apaixonar de novo, fazer novos amigos e tentar compreender o porque que isso trouxe tantas mudanças na família, na separação dos seus pais e no abandono da mãe. Sinto as vezes, que Laurel ficou perdida, não sabia que de fato, além da morte de Amy, seria possível tudo em volta de si mudar junto, e ainda para pior. Foi uma surpresa.

Além disso, Laurel tem uma auto-estima muito baixa. Muito baixa mesmo. Vive se comparando a irmã, como queria ser como ela, bonita como ela, popular e espontânea como ela. Ela irá entender que ela não é Amy, e que precisa achar o seu próprio eu. Fiquei pensando, quantas pessoas existem assim no mundo? Constantemente queremos ser outras pessoas, ter o corpo mais legal, o cabelo mais bonito, a popularidade do outro. Tentar encontrar nos outros, o que queremos em nós. Isto não é certo. Isto não é justo com ninguém.

Tentar ser o que somos, ser do jeito que somos, sem achar que somos inferiores é um desafio diário. Sempre haverá alguém para admirar, achar especial, interessante e inteligente, porem nunca devem ser melhor que você. Ninguém é melhor que ninguém, disto eu tenho certeza. Não se pode criar um degrau, onde cada um ocupa o seu. Não existe está classificação, mesmo que o motivo dela existir, é porque você mesma a criou.

Laurel me ensinou muita coisa neste livro. Aprendi, mesmo com a maneira individual de Laurel, como a morte pode significar na vida das pessoas. Além disso, como ela pode ser superada, como é importante falar, conversar com as pessoas sobre o que sentimos, para que as pessoas saibam e digam algo que muitas vezes não percebemos.

Foi muito bom conhecer Laurel, conhecer seus pais, e sua irmã.

Resenha em breve aqui no blog. ;*

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Olá. O artigo que você leu é sobre a reflexão que eu faço dos personagens de um livro, o que eles me ensinaram, o que eles tentaram passar para os leitores, e como isto pode transformar um pouquinho a minha vida. Para ler mais artigos deste tipo, clique nos links:  Personagem Nora Grey,  O personagem totalmente sem noção, Quem é você, Stephen McQueen?

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Quem é você, Stephen McQueen?

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Ler um livro muito parecido com situações do nosso dia a dia é fantástico, mas também um tanto desconfortante. È verdade. A leitura para ser de fato uma boa leitura, deve ser desconfortante. Deve nos fazer sentir,  constrangidos e incomodados. O personagem Stephen do livro Substituto, do autor David Nicholls, trouxe exatamente esta sensação á mim. Senti “pena” ou “compaixão” pelo personagem.

Este, é um adulto separado da mulher e com uma filha. È ator, e quer ser como o melhor e famoso ator, o John Haper. O desconforto, a “pena” que senti por ele já começa ai. Ele tenta ser como John, ser famoso como ele, a procura do grande dia que a sua vida vai mudar. A sua ex mulher, e até a filha as vezes, o desprezam, querendo que ele largue totalmente esta profissão, que segundo elas, Stephen não tem talento para isso.

Para ser sincera, Spethen não tem sorte neste livro até o momento. Faltam poucas paginas para eu terminar o livro, e até então as coisas só veem piorando. Ele ainda não encontrou o seu grande dia e também ainda a procura da solução dos seus problemas. Uma impressão bem bizarra que eu tenho, que eu não sei se estarei certa, Stephen parece estar perdido nas coisas que faz. Como se, antes de qualquer ação que comprometa sua vida ou não, ele não se importa, simplesmente faz, independente das suas consequências.

Isto é ruim, não? Pois de tantas coisas que ele fez, no livro agora ele está encrencado, que na maioria dos casos, eu mesma não me arriscaria. Mas acho que é isto que faz o livro ser tão brilhante, tão neste ar de compaixão, peninha, e etc. Acredito que o David quis mesmo que isto causasse nos sentimentos dos leitores.

Mas de certa forma, Stephen é um homem maravilhoso. Confiante que em algum dia ele vai ser um ator reconhecido. Nestas coisas que eu chego á reflexão, de quantas sonhos ou coisas nós já desistimos? Quantas vezes você já disse para as pessoas que não acreditam em você, que você vai conseguir? Stephen faz isso, dis para sua ex mulher, sua filha, que um dia ele vai provar para elas que elas estão enganadas. E isto faz crescer ainda mais a sua vontade de continuar seguindo em frente, e correr atrás do seu sonho.

Há tantas curvas fechadas, pedras no caminho, que muitas vezes simples, e que normalmente não somos fortes o bastante para enfrentar, para dizer “eu consigo”. Stephen para mim foi um exemplo e tanto., de alta confiança. Sabe, mesmo que eu saiba, que certas coisas são muito, mas muito longe de se tornarem realidade, a cada dia, a cada tempinho do meu dia eu faço alguma coisinha para chegar mais perto deste sonho, e algum dia eu chego lá.

Até mais querido leitor.

O personagem totalmente sem noção

Quem já leu A resposta de David Nicholls sabe do que exatamente sobre o que estou falando do personagem Brian. Meus amigos! Eu tenho uma vontade imensa de ser como ele. Todo mundo sabe que eu adoro livros que dão muitos, mais muitos detalhes sobre os pensamentos dos personagem. E David faz muito isso nos seus livros.

 Brian é um garoto muito engracado. Eu diria sem noção mesmo! Sabe quando um garoto chega em uma garota e pergunta seu nome, e fala coisas sobre sei la o que, tipo sem noção, sem pensar ao menos antes no que iria dizer? Pois é, este é Brian, prazer, este é Brian, digo por mim mesma.

Além do mais ele é muito determinado. Ele é determinado que gosta de uma garota. Ele é determinado que quer cursar literatura, e que é determinado quer participar do programa de televisão. Bem, eu até agora sou determinada de apenas, acho, cinquenta por cento da minha vida, haha! Até algumas coisas que eu ja fiz, não sei se estou certa realmente.

Além de ser fofo, engracado e bobo! Adora musicas, filmes, e é culto. As vezes a gente deveria ser assim. Engracado (levar a vida como um filme de comédia romantica) bobo (não dar tanta importancia pelo os que outras pessoas falam ou pensam, é um jeito bobo bom de ser) Adorar musicas (de preferencia sem medo de dizer quais os estilos, e sem medo de descobrir novos) filmes (chorar com A CULPA É DAS ESTRELAS sem vergonha) e ser culto (ler bons livros, a respostas certa por exemplo). Nada pode ser impossivel, mas pode ser muuuuuuuuito dificil.

Obrigada por ler, um beijo!