Eu quero morrer

depressc3a3o1A pessoa com depressão vive constante tortura da morte. Porque você quer morrer? Você pensa em morrer? As pessoas sempre perguntam para um depressivo

Depressão, é um assunto muito discutido, comentando na televisão e na internet, especialistas tentam ao máximo deixar o mais claro possível, sobre o que é Depressão, para outras pessoas e familiares. No entanto, realmente, é difícil entender. È complicado para qualquer familiar, amigo ou quem seja, entender o que se passa na cabeça de um depressivo. Mesmo que, palavras do mundo tentem expressar, não existe nada igual ou parecido, com o que o próprio depressivo está sentindo. Eu já passei por isso, e infelizmente, segundo pesquisas, a depressão vem aumentando drasticamente. Devido a vida corrida, preocupação, desesperança no mundo? Quem é que sabe?

A ideia da morte na cabeça da pessoa com depressão, é como, alguém estar no deserto sem água por duas semanas, até que este alguém encontra, porém, para consegui-la, uma perna desta pessoa deverá ser cortada. Um depressivo vive uma tortura diária, que ás devidas fugas para se sentir melhor nem sempre dá certo. Posso falar a verdade? Se a pessoa com depressão está com uma depressão grave, não existe método, balada, surpresa de aniversário, que faça senti-lo melhor. Mesmo que de certa forma, todo o esforço do mundo for válido, a melhora é muito lerda e gradual. Quase sempre é inacreditável acreditar que as coisas vão melhorar.

Eu não sei a formula, a receita, o método para a cura. Acabei aprendendo que cada um tem que descobrir a sua. O desejo da morte, só é mais um problema para pensar na cabeça do depressivo, e uma solução para todos eles também. È definitivamente cruel julgar uma pessoa por querer morrer, mas também, é incrivelmente cruel deixar esta pessoa acreditar que está é a solução. O ato de suicídio, seria como dar um ponto final para aquela vida, que até então, não está fazendo sentido nenhum. Não tem sentido esperar por algo, que demora tanto para acontecer, após ter perdido tanto tempo, á espera dele.

Conversar com um depressivo sobre coisas que valem á pena, por te-las diariamente na vida, é uma das maneiras de você levar mais adiante, a ideia que talvez já vem flutuando na cabeça desta pessoa. Mostre para está pessoa que você o ama, diga coisas bonitas, o elogie, dê á ele o que ele quer para se sentir melhor (comer, correr, sair, qualquer coisa legal que o faça se sentir bem). Não pergunte se ele quer morrer. Caso, esta pessoa vem dizendo muito sobre isso, diga que a morte não vai resolver, vai é determinar o fim, logo de uma só vez. Sem dar escolhas para outras opções. Não ultrapasse palavras, não diga coisas antes do tempo. O que um depressivo mais gosta é de paz, e falar sobre coisas que está sentindo, é normalmente á ultima coisa que quer fazer. Logo, se existe brecha, aproveite dela.

 

Personagem Laurel do livro Cartas de amor aos mortos – Superação da morte e da baixa autoestima

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A morte pode significar muitas coisas para as pessoas. Eu nunca vivenciei uma de fato, não sei como irei me sentir e reagir diante dela. Mas acredito que cada um reage da sua maneira. Já observei isto nas pessoas, mas nunca sei o que passam na sua cabeça, se estão pensando na morte, no futuro, na superação do que aconteceu, quem é que sabe?

Porém, no livro de Ava Dellaira, Cartas de amor aos mortos, a personagem Laurel escreve sua trajetória na escola, na vida pessoal e nos relacionamentos amorosos, após a morte de sua irmã Amy. È difícil ler um livro, onde a morte está tão presente. Amy ainda sofre muito com a morte da irmã, se sente culpada,  e é difícil para ela ainda tentar entender o que foi que a morte representou na vida dela. Ela conta tudo. Conta como tenta superar, ou como não consegue fazer isso.

Claro que para Laurel, seguir a diante com a morte da irmã trouxe muitos desafios. Como por exemplo se apaixonar de novo, fazer novos amigos e tentar compreender o porque que isso trouxe tantas mudanças na família, na separação dos seus pais e no abandono da mãe. Sinto as vezes, que Laurel ficou perdida, não sabia que de fato, além da morte de Amy, seria possível tudo em volta de si mudar junto, e ainda para pior. Foi uma surpresa.

Além disso, Laurel tem uma auto-estima muito baixa. Muito baixa mesmo. Vive se comparando a irmã, como queria ser como ela, bonita como ela, popular e espontânea como ela. Ela irá entender que ela não é Amy, e que precisa achar o seu próprio eu. Fiquei pensando, quantas pessoas existem assim no mundo? Constantemente queremos ser outras pessoas, ter o corpo mais legal, o cabelo mais bonito, a popularidade do outro. Tentar encontrar nos outros, o que queremos em nós. Isto não é certo. Isto não é justo com ninguém.

Tentar ser o que somos, ser do jeito que somos, sem achar que somos inferiores é um desafio diário. Sempre haverá alguém para admirar, achar especial, interessante e inteligente, porem nunca devem ser melhor que você. Ninguém é melhor que ninguém, disto eu tenho certeza. Não se pode criar um degrau, onde cada um ocupa o seu. Não existe está classificação, mesmo que o motivo dela existir, é porque você mesma a criou.

Laurel me ensinou muita coisa neste livro. Aprendi, mesmo com a maneira individual de Laurel, como a morte pode significar na vida das pessoas. Além disso, como ela pode ser superada, como é importante falar, conversar com as pessoas sobre o que sentimos, para que as pessoas saibam e digam algo que muitas vezes não percebemos.

Foi muito bom conhecer Laurel, conhecer seus pais, e sua irmã.

Resenha em breve aqui no blog. ;*

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Olá. O artigo que você leu é sobre a reflexão que eu faço dos personagens de um livro, o que eles me ensinaram, o que eles tentaram passar para os leitores, e como isto pode transformar um pouquinho a minha vida. Para ler mais artigos deste tipo, clique nos links:  Personagem Nora Grey,  O personagem totalmente sem noção, Quem é você, Stephen McQueen?

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