Isso me deixa muito chateada

Ela gosta de escutar atenciosamente pelas palavras do pai. Não é um mistério, o tom é sempre o mesmo e a resposta para tudo também. Talvez o olhar meticuloso, o “rum” tão áspero que doí mais do que qualquer outra palavra. È o medo, com muita enfase no medo, aquele que parece estar errado, mas que é muito difícil de enfrenta-lo. Dar as costas para o que vem sempre de frente é muito difícil, e nunca ouvi quem diga como fazer.

Alguém devesse dar o primeiro passo, sempre foi assim que pensei, porque não começar? Encontrar meios e soluções as vezes para o medo é tão complicado quanto dizer não para muitas coisas. Palavras são como o vento, são tão rápidas e desprevenidas. Poxa vida, quando é que ela vai aprender?

Tomar posse do que parece sentir, no automático, porque não aprendi a fazer isso antes quando por exemplo eu ia para escola com cadernos rosas e presilhas no cabelo. Não é fácil aceitar que a infância estraga toda a sua juventude. È quando é preciso encarar os erros dos pais e colocar as coisas nos trilhos certos, para que este trem não corra desordenado.

Quando é que ela vai aprende?

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