Cidade-mundo

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Após a leitura do conto Além dos trilhos  do livro Dias raros  {resenha aqui} do autor João Anzanello, algumas coisas passaram pela minha cabeça. A garota pela qual sonhava com a ideia de atravessar os trilhos, conhecer a cidade grande, conhecer tudo o que nitidamente parecia nunca ter se envolvido tanto, não é algo que eu consiga compreender. Me lembrei da minha infância. Da melhor vida que talvez eu não mais pudesse ter. Nunca imaginei que tudo o que eu mais gostava poderia voltar pra mim, e tudo em dobro.

È assim que eu me sinto quando me lembro do passado. Minha infância não foi uma das melhores, mas eu não imagino outra tão perfeita quanto. Eu adorava o lugar, o sitio em que eu, meus pais e meu irmão morávamos. Envoltos de café e pasto. Tinha a horta da minha mãe, tinha galinhas, e me lembro da primeira vez que eu tentei pegar uma minhoca na mão. A escola era na vila. Me lembro que ir para cidade, era algo que acontecia com pouca frequência, mas me lembro de algumas partes dela. Por exemplo o mercado Bernadão, o hospital e a avenida principal.

Ir para a cidade para mim, não foi o que era a cidade para a menina do conto. Não era um lugar que eu pensava que eu iria me encontrar nela. Parecia que ela iria me puxar, me sugar e depois me mastigar e cuspir pelos cantos. Foi assim que me senti, e por muito tempo, custou para que eu entendesse que ela poderia ser cruel, mas que bastava eu tentar me moldar de acordo com suas exigências, o que na maioria das vezes, eu não era capaz de atingi-las. Por isso, eu me sentia como uma esponja. Eu absorvia, mas logo as coisas vazavam. Eu não sei se o motivo dos meus problemas e angustias, faziam parte desta tristeza. Possa até ser, mas eu não garanto muito. Me adaptar aos costumes, aos novos colegas e na vida social de uma cidade-mundo não foi algo que ninguém me ensinou, e eu só tive que aprender sozinha. Eu tentei muitas vezes, juro que tentei, encontrar receitas ou formulas para eu seguir ou tentar pelo menos me adaptar, mas não encontrei. Agora acho, que nunca existiram. Acho, que nunca ninguém vai se importar em criar uma.

Acho que até poderia ser real. Diferente do meu irmão, a cidade para mim era um problema, que com muita dedicação e esforço eu posso tentar agora, com a cabeça de hoje, me adaptar ao ritmo grosseiro. Não é algo que eu sonhe, como a menina por trás dos trilhos. Não consigo imaginar a cidade como algo bom e belo de se conhecer. Pode ser bonito, pode ser importante. Mas não é algo que o mundo realmente precise. Acho que é algo que precisava ser planejado. E não tornar a cidade um inimigo para o planeta. Um raio que caí e desmorona á todo momento. Acho que não é muito justo.

No momento de hoje, posso dizer que temos um acordo. Somos amigas, ela precisa de mim e eu preciso dela. Gostaria que ela fosse diferente, talvez mais arborizada, sem muita aglomeração e um pouco mais planejada. Não é o bastante. Para fala a verdade, acho ainda que ninguém se importa. Eu sou só mais um usuário, que não liga e nem se pergunta, o porque da cidade ser o que ela é hoje.

Só acho que ela poderia ser diferente, só acho.

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Leia também: Ela não se casou

Dói demais

Sobre se amar mais, acima de tudo

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RESENHA: Cartas de amor aos mortos de Ava Dellaira

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Ler Cartas de amor para os mortos para mim, foi mais que uma leitura, foi uma transformação. Eu nunca estive tão perto da morte, serio, nun-ca es-ti-ve. Este livro, não conta só a trajetória da Laurel, a personagem que perdeu sua querida irmã, Amy, mas também conta tudo o que vem passando, a historia com seu namorado Sky, sua mãe que a abandonou e suas novas melhores amigas.

Laurel perdeu a sua irmã a muito pouco tempo, e ainda esta aprendendo a lidar com isso. Ela era sua maior ídola.  Achava-a perfeita e queria ser como ela, e este foi o maior erro de Laurel. Isto fazia, com o que ela quisesse ser do mesmo jeito, da forma que agia e se vestia de Amy. Sofre muito com isso. Seu namorado a Sky, ajuda ela a se recompor, mas também é muito difícil para ele ajuda-la. Mas ela consegue, sempre consegue.

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O livro retrata muitos temas atuais, como assedio sexual, agressão a mulheres, drogas e homossexualidade. Além de todo a narrativa comovente e cativante, ainda está lá, temas que traz conteúdos diferenciados, tornando-a mais rica. Laurel sabe muito bem lidar com estas coisas, se colocando em posição perfeita, transmitindo uma bela mensagem aos leitores.

 Quem diria que misturar tudo isto, mais a morte, abandono de uma mãe e um romance, daria muito certo. Mais que isso, ficou ótimo. A linguagem é perfeita, aos destinários das cartas são perfeitos também, pessoas famosas, cantores, atores e mais. Descobri historias de pessoas que eu não conhecia, nas quais morreram drasticamente, e como Laurel consegue associar isto a vida, faz uma reflexão, e consegue tornar as coisas significativas. Se questiona o porque da morte delas, porque morreram de tal forma e porque não pensaram antes da coisa toda acontecer. A autora, consegue fazer uma percepção de tudo isso, que eu jamais vi antes.

De inicio, eu confesso que a obsessão da autora de falar tanto da morte de Amy, e como para Laurel isto afetava na sua vida, tornou para mim um pouco cansativo, e me dando um certo enjoo. Porem, com o decorrer da historia, entendi de fato o porque de tudo aquilo, e por incrível que pareça, as peças começam a se encaixar. Além disso, a tradução contém erros, na verdade encontrei vários, o que de certa forma, traz um pouco de desiquilíbrio. Porque quando você está totalmente focado na historia, e de repente, alguma coisa errada na leitura dá um “BAAAH”! E daí você pensa: será que é isto mesmo? E você percebe que sim, que esta errado mesmo, porque depois você encontra outros. Mas estas é uma das desvantagens de se ler um livro traduzido.

Outra coisa: VAI TER FILME! Uhuuul, segue a fonte: sobresagas.com

Autora: Ava Dellaira

Site: avadellaira.com

Onde comprar: SaraivaLivraria CulturaSubmarino

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Leia também as resenhas: Resenha: O Substituto de David Nicholls    Resenha: Extraordinário de R.J Palacio    Resenha: Cidade de papel, John Green

 

Personagem Laurel do livro Cartas de amor aos mortos – Superação da morte e da baixa autoestima

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A morte pode significar muitas coisas para as pessoas. Eu nunca vivenciei uma de fato, não sei como irei me sentir e reagir diante dela. Mas acredito que cada um reage da sua maneira. Já observei isto nas pessoas, mas nunca sei o que passam na sua cabeça, se estão pensando na morte, no futuro, na superação do que aconteceu, quem é que sabe?

Porém, no livro de Ava Dellaira, Cartas de amor aos mortos, a personagem Laurel escreve sua trajetória na escola, na vida pessoal e nos relacionamentos amorosos, após a morte de sua irmã Amy. È difícil ler um livro, onde a morte está tão presente. Amy ainda sofre muito com a morte da irmã, se sente culpada,  e é difícil para ela ainda tentar entender o que foi que a morte representou na vida dela. Ela conta tudo. Conta como tenta superar, ou como não consegue fazer isso.

Claro que para Laurel, seguir a diante com a morte da irmã trouxe muitos desafios. Como por exemplo se apaixonar de novo, fazer novos amigos e tentar compreender o porque que isso trouxe tantas mudanças na família, na separação dos seus pais e no abandono da mãe. Sinto as vezes, que Laurel ficou perdida, não sabia que de fato, além da morte de Amy, seria possível tudo em volta de si mudar junto, e ainda para pior. Foi uma surpresa.

Além disso, Laurel tem uma auto-estima muito baixa. Muito baixa mesmo. Vive se comparando a irmã, como queria ser como ela, bonita como ela, popular e espontânea como ela. Ela irá entender que ela não é Amy, e que precisa achar o seu próprio eu. Fiquei pensando, quantas pessoas existem assim no mundo? Constantemente queremos ser outras pessoas, ter o corpo mais legal, o cabelo mais bonito, a popularidade do outro. Tentar encontrar nos outros, o que queremos em nós. Isto não é certo. Isto não é justo com ninguém.

Tentar ser o que somos, ser do jeito que somos, sem achar que somos inferiores é um desafio diário. Sempre haverá alguém para admirar, achar especial, interessante e inteligente, porem nunca devem ser melhor que você. Ninguém é melhor que ninguém, disto eu tenho certeza. Não se pode criar um degrau, onde cada um ocupa o seu. Não existe está classificação, mesmo que o motivo dela existir, é porque você mesma a criou.

Laurel me ensinou muita coisa neste livro. Aprendi, mesmo com a maneira individual de Laurel, como a morte pode significar na vida das pessoas. Além disso, como ela pode ser superada, como é importante falar, conversar com as pessoas sobre o que sentimos, para que as pessoas saibam e digam algo que muitas vezes não percebemos.

Foi muito bom conhecer Laurel, conhecer seus pais, e sua irmã.

Resenha em breve aqui no blog. ;*

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Olá. O artigo que você leu é sobre a reflexão que eu faço dos personagens de um livro, o que eles me ensinaram, o que eles tentaram passar para os leitores, e como isto pode transformar um pouquinho a minha vida. Para ler mais artigos deste tipo, clique nos links:  Personagem Nora Grey,  O personagem totalmente sem noção, Quem é você, Stephen McQueen?

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Desafio literatura brasileira {4/100}: Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis

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Olá, leitores.

Está é uma das partes que eu mais gosto de escrever aqui no blog, trazer surpresas para vocês. Seria estranho dizer que, ler Machado de Assis foi uma experiência ótima, radiante, e que até eu mesma me surpreendi. E você pensa, e se lembra da escola, da primeira vez que você pegou o livro do Machado, leu algumas paginas e pensou: “O que que é isso?” Sem entender nada, sem compreender a história e seguir adiante.

Bem, após muitos anos, lá vou eu, ler este enigma, que muitos só de escutar, já estremecem, e querem passar longe deste autor. Por incrível que pareça, foi um ótimo livro, e ainda mais que isso, compreendi o maior erro que as escolas cometem. Mas este, será um assunto do próximo post.

Para começar, este livro é contado por um defunto-autor. Isso mesmo, o protagonista já morreu, e conta sua história, iniciando da sua morte. Toda a trajetória da sua vida, é ironizada, pelo próprio autor. Tudo o que desejastes fazer, como ser ministro, ter a mulher amada, nada acontece, concluindo então, no fim da história,  o desastre da sua vida. As poucas pessoas que foram no seu velório, os desejos que não conseguiu realizar, os erros, e dentre outras coisas.

Além disso, este livro não é um romance, e mais, o próprio autor ironiza os romances, passando muito longe de um. Mesmo que viva amores na sua vida, não os tratem com certo romantismo. Exemplo, namorou uma moça “coxa” por ser coxa, Marcela foi a mulher que na qual ele presenteava sempre com joias, mas quando pediu para que fosse embora com ele, ela não quis. E por fim, Virgilia, quer era casada com Lobo Neves, um homem de grande reputação, na qual Virgilia nunca deixou-o.

Assim, é de aspecto realista, oriundo da verdade, real e objetivo. Não se encontra aspectos de amor, autoestima, onde a vida é bela. Encontra-se um homem decepcionado, sem muitas realizações e amuado. Critica e ironiza tudo e a vida. Assim é Brás Cubas, até um pouco mimado, um homem de pouca integra.

Em relação a linguagem, eu esperava um pouco pior. Quando eu era criança, achava a literatura bem difícil, pelo menos era do que eu me lembrava que temia. No entanto, o que é difícil não é a linguagem em si, mas sim todo o conjunto do contexto, a linguagem, a forma como Machado escreve, de forma lenta, gradual (em que ele mesmo menciona no livro). Ou seja, o que ele escreve e como ele escreve. A todo momento, ele reflete, ele pensa, e faz reflexões extensas. Está foi a parte mais difícil, mas ao mesmo tempo, é uma qualidade único e exclusivo do livro. È o que diferencia e o torna especial.

Bom, espero que tenha gostado. E não se esqueçam, perca o medo, enfrente Machado! ;*

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Meu sonho é escrever um livro

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Quem diga, que não. Escrever um livro é um sonho de muita gente, assim como o meu. Já escrevi muita coisa, desde minha infância. Escrevi poemas, contos, e até escrevi uma história. Bem, era uma história que não me lembro muito, eu tinha apenas alguns aninhos, na beira dos 10, e só me lembro do final: um acidente de avião. Confesso que foi um final trágico, todos morreram, até a protagonista.

Depois disso escrevi poemas sobre a natureza e até pensava em ser bióloga. Escrevia sobre a floresta, os rios e pássaros. Até o momento em que me desencanei e criei um blog. Não durou muito tempo, e até hoje eu não sei porque. Só sei, que criar um blog foi uma coisa que eu fazia constantemente. Este blog de hoje, que já faz um ano que tenho e ainda não exclui, é uma grande vitória. E espero excluir nunca. Eu diria que eu não “batia” muito bem da cabeça. ^.^

Outra coisa que deixei passar sem notar, e que eu não poderia deixar de dizer, foi que eu queimei aquela minha história dos personagens mortos no avião. Bem, eu fiz isso quando eu estava desiludida com as minha escritas. Eu escrevia tanto, mas tanto, publicava nas redes sócias e no blog, e quase ninguém visualizava. Bom, hoje sabemos o porque. Todos sabem que todo trabalho leva tempo, para divulgação principalmente, para que as pessoas cheguem a ler o que você escreve. Porém, eu acreditava que isto cairia do céu. Isso não existe, pelo menos eu não conheço ninguém que tenha sido diferente.

Também teve a época em que eu era bucólica. Escrevia sobre morte, temas tristes, amores desiludidos e ódio sem fim. Porém, eu diria que estou na fase contrária. Hoje quase não consigo escrever sobre coisas ruins, a menos quando estou em um dia ruim. Nos tempos atuais, quero trazer alegria para as pessoas, gosto de falar sobre coisas satisfatórias, sobre a vida em constante mudança, sobre as lições da vida… E de livros também!

Diante de toda esta historia esquisita, de uma escritora que não sabia nunca onde queria chegar, me dei conta do que realmente gosto de fazer, e que talvez isto possa ser algo que eu leve para a minha vida inteira.

Sabe, antes era só um passatempo, um prazer, um tipo de lazer para mim. No entanto, ultimamente ando investindo mais neste meu amor platônico. Ando escrevendo mais, trabalhando meu vocabulário, atualizando o blog, e acima de tudo, escrevendo um livro.

È o meu terceiro na verdade. Recentemente, terminei um, que você pode clicar aqui para ler, mas que eu confesso, não ficou tão bom quanto eu queria. Com isso, eu ando acreditando em um sonho, o sonho de que eu possa viver da escrita, viver do que eu mais amo, que são os livros e escrever.

 

5 erros que as pessoas cometem na hora de escrever

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Oi!                                      ~ ~ ~

Escrevi estas dicas para você que sente que comentem alguns errinhos na hora de escrever, ou que nem percebe, mas que anda obstruindo o decorrer da escrita, causando bloqueios. Bem, não é difícil. Na verdade são coisas bem simples que serão fáceis de se identificar, então vamos lá!

1- Não se preocupe com o estilo:

Quando eu decidi treinar diariamente minha escrita, eu percebi que eu estava cometendo um erro gigantesco. Quando me livrei dele, minha escrita pode-se dizer que melhorou 90%. Se preocupar com o estilo de sua forma de se expressar é um erro. A dica é: ESCREVE LOGO DE UMA VEZ! Sem se preocupar com linguajar, vírgulas, pontos de exclamação, quantas linhas deve ter o parágrafo, o tamanho do meu texto, colocar titulo, subtítulo.. enfim! Esqueça tudo isso. Escreva, e depois, analise seu texto, e vá fazendo as reparações.

2- Não forçe a inspiração:

Um erro bobo, mas que muitas pessoas fazem. Tentar escrever quando não é o momento, e isto traz problemas para o seu texto. Ele não fica tão bom quanto. Escrever em momentos que você está bem consigo mesma, um ambiente adequado é fundamental. Se você não se sente escrevendo com visitas em casa, no ônibus, ou com algum barulho especifico, então não force! Mesmo que seja muito necessário. Pois é certeza que seu texto não ira sair tão bom quando deveria.

3- Não existe escritor melhor que você.

Escrever se colocando no último patamar dos escritores, é aterrorizante. Saiba que o modo que você escreve não é o mais importante. Mas sim, o que você escreve. Um enredo, uma boa historia, um bom texto, faz o seu sucesso. E não como você escreveu, mesmo que isto tenha importância sim,  mas não é o mais importante.

4- Não tenha vergonha, mostre para o mundo!

Esconder suas escrituras na gaveta ou na pasta do computador é uma idiotice. Pessoas iram amar e odiar o seu trabalho, isso é normal. Mas saiba que com certeza, alguém ira amar! Se livrar desta presa, que não deixa você expor seu trabalho é difícil. Mas o primeiro passo, é criar um blog, uma pagina, qualquer coisa na internet, ou mostrar para alguém. Eu confesso que eu nunca mostrei para ninguém, apenas na internet. E foi um passo que a cada dia que passa transforma minha vida.

5-Escreva tudo o que tem vontade.

Um dos erros que mais me preocupa, é quando alguém se limita a alguma coisa. Encontrar o que você mais gosta de escrever, é só escrevendo. Escreva de tudo, poesia, cronica, textos, auto ajuda, dicas, teatro, etc.. Só assim, você ira descobrir o seu estilo. Irá chega o momento em que você dirá: eu me achei!

Bom, espero que tenho ajudado em alguma coisa. Não esqueçam de seguir o blog, ou curtir a nossa pagina  Um grande abraço!

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Resumo do livro NEGRINHA de Monteiro Lobato, para vestibular de forma simples e clara {parte 2}

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Conto: Uma história de mil anos

 Vidinha, é uma garota que vive presa em um lugar que Monteiro demonstra perfeitamente. Totalmente natural, encantando com a natureza e os animais que ali existe. Porem, Vidinha nunca saiu dali. E nunca sairá. Até o momento que te entristecesse com isso.

Seus pais percebem que a filha está entristecida e não sabem o motivo. Pensam em arrumar um marido para ela, mas não sabem onde, abandonados em um lugar em plena solidão, sem vizinhos, muito longe da cidade…

Até que um dia surge um homem, que precisava de comida e um lugar para passar um tempo. Eles aceitam.

Por incrível que pareça, a paixão floresceu ali. O rapaz disse a menina o que ela estava perdendo lá fora. A cidade, as luzes, a vida urbana, tudo.. disse que ela tinha muita chance, por ser muito bonita…

A garota apaixonada, tinha encontrado vida novamente em seus olhos.

Até que um dia o rapaz foi embora. Sem avisar. Fugira.

Fica subentendido que Vidinha morre. Era “nossa luz de alegria” palavras dos pais dela.

Conto: Os pequeninos

Histórias contadas na espera de navios por um homem, contando para seus amigos. O rapaz escutava a conversa:

O homem sempre quis ter um ema. Ao ir busca-la, no caminho encontrou uma, na qual um gaviãozinho lacrava os dentes em baixo da sua asa. A ema não conseguia se defender, pois era o único lugar que ela não alcançava com o bico. O homem salvou a bichana, tirando o gavião dali e a levou para casa

O outro ocorrido contado, foi da historia de um pobre homem que trabalhava em um mercado a muitos anos, e era de muita confiança. Até que um dia, um saco de arroz sumiu, e ele foi despedido, acusado de roubo. No entanto, após alguns anos, descobriram que quem roubava aquele saco de arroz, foram as formigas. Pedido para voltar a trabalhar, o homem recusou.

Moral da historia: os pequeninos a derrotar o grande.

Conto: A facada imortal

Um golpe, que Indalício deu em seu amigo Raul. Na época, chama-se FACADA, o golpe na qual alguém fazia um empréstimo, e não pagava. Os golpistas desta laia se chamavam de faquistas.

Isto é o que ele fez com o amigo. Este muito vaidoso, caiu no papo de Indalicio, se sentindo derrotado. E Indalicio, satisfeito.

Conto: A policitemia de Dona Lindoca

Dona Lindoca era uma mulher casada, infeliz. Seu marido a traía, e seus filhos tomando o rumo da vida, começaram a se casar. Até que um dia, se sentiu um pouco mal e foi a um medico. Este disse que a ela estava com policitemia, e que deveria repousar.

O marido com remorso, deu a mulher muito carinho. Os filhos vieram visitar a mãe e muitos parentes vieram também. Após seis meses, Dona Lindoca nunca se sentiu tão bem, tanto fisicamente, como emocionalmente.

Até que o medico fugiu para Buenos Aires. Ao se consultar com outro medico, este disto que ela estava muito bem, e que talvez nunca esteve doente. Disse ainda, que o medico que fugistes, mentia para as pacientes, nas quais nunca esteve doentes.

A vida da Lindoca voltou como era antes, infeliz. Os filhos voltaram com as visitas raras, e o marido ligado no trabalho e as traições.

Dona Lindoca sentiu falta da policitemia.

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Resumo do livro NEGRINHA de Monteiro Lobato {parte 1}

monteiro

Conto: Negrinha

Negrinha, a garotinha órfã que vivia na casa da Dona Inácia. A senhora odiava crianças e ainda mais ouvir o choro delas. Negrinha sofria nas mãos da Dona Inácia, sofria torturações constantemente, o maior divertimento da velha era dar uns “crocre” na menina.

No entanto, o maior divertimento da Negrinha, era ouvir o “cuco” do relógio. Certo dia, as sobrinhas da Dona Inácia vieram passar uns dias na casa dela. Trouxeram bonecas, e Negrinha nunca havia visto uma, nem uma ao menos brincado na vida.

Pela primeira vez, Negrinha brincou com uma boneca. Porém, as sobrinhas ricas e brancas foram embora. Negrinha ficou triste, arrasada e indiferente. Morreu assim, mergulhado na tristeza.

Dona Inácia sentiu falta de alguém para dar uns “crocre”.

{Leia o conto aqui}

Conto: O drama da geada

Um velho fazendeiro, sofrido e corajoso, responsável pelo desbravamento de muitas terras, teme por uma geada que aniquilar toda sua plantação de café. Consequentemente, o prejuízo será a perda de tuas terras para o banco.

Como se o destino o observasse, a geada veio. Naquela noite, o fazendeiro não havia dormido preocupado com a vinda da desgraça. Com isso, em meio a geada, ele saiu no meio da noite, e de manhã, ninguém o encontrava. Onde estaria o fazendeiro?

Após um dia desaparecido, foi encontrado no cafezal, fora de seu juízo, completamente louco, pintando os cafezais com tinta verde.

Conto: Bugio Moqueado

Um homem está jogando com seus amigos em uma cancha (jogo de cavalos). Ao ver que sua aposta esta perdendo, começa a ouvir uma conversa entre dois velhos próximo a ele, na qual um deles esta contando uma historia.

A historia dizia que, em uma viagem para o Mato Grosso para comprar gado, conheceu um fazendeiro com cara de bravo. Este convidou o velho para jantar em sua casa. Coisas estranhas aconteceram lá. Em meio ao jantar, o fazendeiro obriga sua mulher a comer uma carne estranho, de maneira desajeitada e obrigatória.

O homem assustado foi embora, e nunca mais quis voltar lá.

Tempos depois, ele estava trabalhando com um negro, quando pergunta para este ele se ele conhecesse alguém para ele contratar… O negro respondeu que tinha, mas que morreu, seu irmão, que foi morto em uma fazenda em Mato Grosso por um fazendeiro. Este desconfiava que ele tinha um caso com sua mulher. Então, o fazendeiro o matou e pendurou sua carne na dispensa.

Sua mulher, era obrigada a comer todas as noites um pedaço daquela carne.

Sim. Aquela mesma que tinha ido comprar gado.

Conto: O Jardineiro Timoteo

Em uma fazenda, havia o jardineiro Timoteo, negro, que cuidava do jardim. O jardim para ele era tudo. Conversava com ela, suas amigas, muitos achavam que ele era louco.

Mas um dia a fazenda foi vendida, e Timoteo com medo do que pudesse acontecer, pediu para seu patrão para que não fizesse isso. Mas foi em vão.

Então, os novos moradores da casa chegarão. O novo proprietário, como Timoteo já temia, pediu que retirasse todo o jardim clássico do negro, e plantasse um mais moderno, de acordo com o que convinha a cidade.

O pobre jardineiro não forte o suficiente para tal crueldade, se recusou a fazer isto, e morreu. Morreu de tristeza, indignado com o que pediram que fizesse.

Conto: O fisco

Uma família, pobre, que passavam por dificuldades.

O menino, filho do casal, ouvirá uma conversa dos pais, que quando o menino crescesse estaria na hora dele ajudar com as despesas da família, trabalhando. No entanto, o garoto quis ajudar antes, e surpreendesse os pais.

Então, ao amanhecer, pediu ajuda a um tio para trabalhar de engraxar sapatos na cidade e que lhe ajudasse. Ele foi, sonhava alegremente em voltar com muito dinheiro, e dar alegria á família..

Porem…

Ao chegar lá, foi surpreendido por alguém, que o denunciou na policia por estar exercendo um trabalho ilegal. Foi levado para casa por ele. Chegando lá, o policial cobrou aos pais do menino a multa pela infração. A família pagou, dando todas suas economias para o guarda que gastou no bar em bebidas.

O menino apanhou bravamente do pai.

Conto: Os negros

Dois negros estavam em uma viagem de cavalos para algum destino. Porem. diante do caminho começou a chover, sendo obrigados a parar e uma casa abandonada que encontraram.

Um velho negro morava por ali perto, ajudando-lhes com comida. Diante da pequena casa do homem, os dois ofereceram que dormissem na casa abandonada. Mas, o velho disse que a casa era realmente abandonada, que ali viva o espírito do coronel Aleixo..

Foram mesmo assim. Um dos negos foi possuído pela alma de Aleixo.

Durante a noite, o velho que ali vivia começou a contar uma historia de Aleixo, do quanto ele era mal. Contou que o coronel tinha um criado que havia se apaixonado pela sua filha. Os dois, já se encontrando as escondidas foram descobertos e mortos. O homem emparedado na parede, e a moça chicoteada como um negro.

No dia seguinte, continuaram a viagem. O negro assustado com a historia, e o outro sem saber o que aconteceu com seu corpo durante a noite.

Conto: Barba Azul

Dois rapazes estavam comendo em um restaurante.

Um deles reconheceu um velho conhecido que estava ali  comendo também. Quando saíram do restaurante, um dos homens prometeu contar a historia daquele outro. Pararam em um café e começou a contar:

Ele, um homem que hazia se casado varias vezes. A primeira a mulher morreu no parto, e recebeu um seguro por aquilo. Se casou novamente, quando era dono de uma farmácia, mas, esta também morreu, e também no parto. Muito estranho. Então ele decidiu investigar. Descobriu que ele estava muito rico, e que matava as mulheres para pegar o dinheiro do seguro.

Já estava até o quarto casamento. Todas as mulheres tinham algum problema físico ou mental. E todas morriam, da mesma maneira, e pelo mesmo motivo.

Conto: O Colocador de pronomes

“Aldrovando Cantagalo veio ao mundo em virtude dum erro de gramática”

Erro este foi o que teu pai, um pobre moço que trabalhava em um cartorio cometeu.

Assim: ele estava encantando por uma moça, filha de um coronel, na qual também tinha outra moça, irmã dá que se encantara, um pouco mais “desajeitada” e menos bela do que a outra. Escreveu um bilhete para a menina declarando seu amor. Porem, o bilhete caiu nas mãos do pai da menina, o coronel.

Infelizmente, e azar do pobre rapaz, um erro na gramática no bilhete deu a se entender que com quem o rapaz se encantava era pela outra moça, a mais desajeitada e menos bela.

Terrível destino! O rapaz foi obrigado a se casar com ela, e teve um filho. O querido Aldrovando Cantagalo. Este, não fez outra coisa a não ser honrar toda sua vida pela gramática. Seu maior ídolo era Frei Luís do Souza. Porém, mesmo que muito sábio, Aldrovando não era tão sábio assim…

Ele tenta ao máximo impor a gramática culta na vida da sociedade. Se esperneia, cria confusões e totalmente “zuado” na cidade pela sua imposição. Até que decidi criar sua própria gramática escrevendo um livro. Satisfeito, recebe em suas mãos impresso a grande obra prima da sua vida de mais de 500 paginas..

Eis a tragédia que vem a tona… um erro na copia do seu livro o faz ficar tristemente envergonhado. Um erro em que a impressão saiu errada e enganada. Autor de uma única obra, Aldrovando morre pelo efeito do próprio veneno da sua ambição gramatical…

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Resenha: A interpretação dos sonhos, Sigmund Freud/parte 1

12695932_808509022591644_1189107347_nUma das experiências que eu mais gosto, é me aventurar no mundo dos livros. Tentar ler alguma coisa mais radical, diferente, longe da minha área de conforto. As vezes, é claro, acontece algumas frustrações. As vezes, um livro difícil de ser interpretado, as vezes radical demais, ou qualquer que seja a dificuldade. Há alguns anos, eu vivia apenas no mundo dos livros comerciais, hoje no entanto, eu encaro as longas fileiras do sebo com livros antigos, e principalmente, brasileiros.

Este, aliás é um caso aparte. È um livro científico, na área psicológica, que eu garanto que, para quem gosta de áreas da psicanálise vai adorar. Não é muito difícil. Portanto, esta será uma resenha típica de alguém que esta fascinada, apaixonada, pelo conteúdo em si do livro!

De inicio, Freud começa a citar outros autores, sobre as suas teorias em relação ao sonho. Isso leva uma boa parte do livro, acho que quase até a metade. Mas, que são importantes de serem analisadas. Ele cita, analisa, cita analisa. No entanto, eu achei muito interessante. São teorias, que as vezes ele concorda ou não, mas conforme você lê, você para e pensa: será mesmo? Por exemplo, Freud cita uma teoria de Aristóteles,  que diz que os sonhos, podem revelar muito bem a um medico os primeiro sinais de uma doença, como também, ele diz que na época de Aristóteles, realmente os sonhos tinham esta função.

Outra teoria fantástica, citada por Burdach, é que os sonhos nada mais é que representar a realidade em símbolos, ou seja, quando estamos triste, ou quando estamos totalmente preocupados com alguma coisa, os sonhos penetram em nosso estado de espírito, em forma de símbolos. Mais a frente, Freud chega a conclusão que os sonhos nunca podem se libertar do mundo real, ou seja, nada é inventado, ou fictício, tudo o que é representado nos sonhos surgiram de algum momento, de algum lugar, da realidade.

Exemplos disso foi de um autor que conta que ouviu uma musica no sonho que acreditou ser inteiramente nova, mas apenas alguns anos depois, encontrou a mesma melodia em uma velha coleção que tinha. Outro exemplo também foi de um rapaz, que sonhou que pedia uma bebida em um café, mas que nunca havia ouvido falar no nome daquela bebida. Até que um dia percebeu que o nome daquela bebida estava todos os dias estampado em um cartaz na esquina de uma rua em que passava pelo menos duas vezes ao dia durante vários meses.

Foram exemplos assim que me estimularam mais ainda a não parar de ler este livro. As explicações, os termos científicos eram bem confusos de compreensão, mas quando Freud citava estes exemplos eu entendia perfeitamente o que ele estava querendo dizer. Mais adiante, Hildebrandt resume estes exemplos, dizendo que os sonhos tem o poder de reprodução de fatos muito remotos até mesmo esquecidos de muitos anos atrás. Algo que, Scholz resume também em “nada que tenhamos possuído mentalmente uma vez pode perder-se inteiramente.”

Freud chama de Estímulos sensoriais externos, aqueles fatores que causam alguma reação nos sonhos. Exemplos? Um trovoada pode representar nos sonhos uma batalha, um ranger de uma porta, um sonho com ladrões, cabeça embaixo do travesseiro, sonhará que estamos sob uma enorme pedra a ponto de nos soterrar. E dentre muitos outros exemplos. Durante algumas paginas, Freud cita exemplos de sonhos seus, ou de algumas pessoas, que ele conta no livro para provar que estas teorias podem ser verdadeiras.

Além de citar estímulos externos, ele também diz sobre os estímulos internos. Como por exemplo dores no corpo, formigamento, ou qualquer outra situação orgânica que também podem ser estímulos para os sonhos. Mas adiante, ele faz uma analise do porque, que esquecemos muitas vezes os sonhos, após despertar. E uma das explicações que ele dá para isso, é porque nós não damos tanta importância a eles. A partir do momento, que tentamos nos lembrar deles, e pensar que são importantes, você passa a repara-los e lembra-los com mais frequência.

Há alguns autores que mais adiante vão dizer que nos sonhos “não existem aqueles que sejam absolutamente razoáveis e que não contenham alguma incoerência, anacronismo ou absurdo” ou seja, não se pode dizer que os sonhos são totalmente livres de interpretação fácil e compreensíveis. São na maioria das vezes de conteúdo absurdo, inaceitável. Como quando por exemplo, sonhamos que estamos sendo presos, traindo alguém, ou qualquer situação que nunca imaginássemos que algum dia seriamos capazes de fazer ou acontecer.

Assim, como Jessen escreve: “.. a consciência parece ficar silenciosa nos sonhos, pois neles não sentimos nenhuma piedade e podemos cometer os piores crimes – roubo, violência e assassinato – com completa indiferença…” ou seja, nos sonhos não sentimos quaisquer sentimentos de remorso, de arrependimento, de dor, muito pelo contrário. Diz então que diante disso podemos ter outra personalidade, assustadora dependendo das circunstâncias.

Mas, ao aposto disso, tem o autor que diz em contraposição, o Scholz “.. nos sonhos esta a verdade: nos sonhos, aprendemos a conhecer a nos mesmos como somos, apesar de todos os disfarces que usamos perante o mundo” Ou seja, os sonhos tentam nos mostrar o que realmente somos capazes de ser na vida real. Podemos matar, podemos trair, ou qualquer que for a situação do sonho. Spitta acrescenta: “.. diga-me alguns dos teus sonhos, e eu te direi sobre o teu próprio interior”. Eu gelei com estas teorias, serio.

As teses que defendem que os sonhos podem adivinhar futuros, ou seja, um fator que ele chama de “natural” é basicamente uma teoria que ele entende de “sem base” e “sem comprovação”. Freud não encontra fatores, exemplos de sonhos, ou qualquer comprovação em base que podem provar esta tese.

È interessante observar que todas estas teses que Freud menciona no inicio, ainda não é o estudo profundo das suas pesquisas. Mas posteriormente, é quando ele mostra e analisa sonho por sonho especificamente conforme suas teorias. No próximo post, que darei continuidade á esta resenha, trarei mais detalhes.

Lendo “A interpretação dos sonhos” de Sigmund Freud/parte 1

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Querido leitor, seja bem vindo a mais um novo livro, de uma abordagem diferente desta vez, de um livro de que muitas pessoas não estão acostumadas a ler, mas que eu vou explicar direitinho o porque de eu estar lendo este livro. Primeiro que, de imediato parece que é um livro científico e acadêmico. Não. Este livro pode ser lido por qualquer um, alias é um assunto que causa curiosidade ás pessoas. Sonhos, a interpretação dos sonhos, como, porque? Se trata de uma analise dos sonhos, ou pelo menos, “tentativas, “estudos”, “hipóteses”, nada comprovado cientificamente, pelo menos é o que se nota nas “teorias” citadas no decorrer no livro, e também, como o próprio autor revela, os sonhos, são estudos desprovidos de uma dificuldade de validação científica, comprovação de tal teoria, que seja realmente verdadeira.

O segundo ponto é que, foi uma sugestão de uma professora, de literatura aliás, que citou o livro em uma aula, ressaltando ser maravilhoso e muito louco. Este “muito louco” me fez pensar que, poxa vida, é o que eu preciso agora. Uma renovação na minha leitura, eu precisava de algo diferente, não algo que me fizesse despertar o amor pela leitura novamente, não! Eu estava apenas sentindo uma necessidade, vontade, desejo de ler algo diferente. Estava cansada de romances e historias fictícias, eu já sabia que existia um mundo muito maior e abrangente atrás disso e que eu estava muito afim de descobrir, só não sabia por onde começar.  Enfim, é um papo para outro post.

O terceiro fator que me fez despertar o interesse por este livro é porque, eu vou cursar psicologia (não sei quando, porque ainda estou estudando para prestar o vestibular) mas que em breve estarei articulada ao cargo de acadêmica de psicologia, ansiosa para isso, rezem por mim. Enfim, eu já imaginava que estava na hora de eu iniciar leituras referentes a minha área, e achei a escolha perfeita. Não é um livro totalmente científico, especifico e exclusivo de pessoas que estudam isso, como já citei antes, qualquer um pode ler, por curiosidade, por ênfase em um livro que de fato, causa mesmo certo interesse.

No entanto, eu recorro a dizer em relação a este livro, ao termo científico. Quando eu digo, não totalmente científico, eu digo no fato de qualquer pessoa possa ler, não havendo a necessidade de se preocupar por ser algo tão intelectual. Entende? Mas o livro é sim um estudo, são estatísticas, são estudos que necessitam de uma leitura um pouco mais esforçada, paciência, consultas no dicionário serão necessárias, algumas palavras ligadas mesmo a psicologia, até mesmo na área da medicina, palavras desconhecidas, que serão providas de uma consulta. Lendo algumas paginas, já percebe-se que isto ocorre, mas que no entanto não afeta prejudicialmente a leitura em termos de compreensão.

Outro fato, que na verdade eu vou tratar aqui como um alerta, sobre o estilo de escrita do escritor. Esta maneira de escrever parágrafos enormes causa muita, mas muita canseira mesmo gente. Não escrevam assim  por favor. Tem parágrafos que chegam a uma página inteira, necessita de uma parada para respirar, serio, não façam isso.

Eu sinto que vou ter muito o que dizer sobre este livro, serio, neste post eu já percebo que o que eu realmente queria falar neste ainda não falei totalmente, e veja a dimensão que ele já se encontra. Então, já incluo aqui,  que eu vou escrever o máximo que eu poder sobre este livro, já estou fazendo anotações a parte sobre a resenha que vou fazer dele. Não que eu ache que este necessita de uma analise mais profunda, mas é que realmente, eu não vou conseguir dizer tudo o que eu quero sobre ele em apenas um post. São tantos detalhes, tantas coisas interessantes, que de verdade, eu quero escrever, eu quero falar para vocês, porque eu não vou conseguir passar por cima disso. São pontos, são detalhes, muito, mas muito interessantes mesmo.

Confesso que nem todas as partes foram totalmente compreensíveis. Não sou nenhuma acadêmica de literatura ou analista de textos. Então, com certeza teve trechos, frases que eu relia e me pergunta: o que ele está dizendo aqui? Mas dando continuidade na leitura havia mais uma explicação posteriormente que fazia melhor a compreensão. Mas eu sei que o mais importante é que eu consegui adquirir o bastante de conhecimento, mais do que eu achei que conseguiria, que o livro possa ter me passado.

Faltam poucas páginas para eu finalizar, demorei um pouco para concluir porque realmente estou lendo com cautela. As vezes tenho que reler, para compreender um pouco melhor, mas ao mesmo tempo, não vejo ao tempo de finaliza-lo. Em breve vou fazer um post aqui no blog sobre o autor, sobre Freud, alguns chamam de “pai da psicologia” e claro, não tenho duvidas disso. Mesmo que não conhecendo nem um pouco dos tantos outros livros dele, já sou fã super.

Espero que tenham despertado algum desejo em vocês por ele, ou não? Um abraço.