Mediação de Rosie [Capitulo 1/1]

mediação

– Eeeeeei! Não precisa ir embora. Eu prometo, eu prometo, vai ser tudo diferente a partir de agora.

O som absurdo ecoavam a praça tão alto que até os pássaros pareciam responder. Ele caminhava tranquilamente pela beira da calçada, contornava os buracos e parecia escutar qualquer outra coisa menos a mim. Minha voz já havia enfraquecido faz tempo, agora eu deveria me esforçar para sair mais voz. No jantar de hoje meu pai irá perguntar: perdeu a língua, Rosie? E minha recruta: não fale assim com a menina, querido!

Ao menos que eu morra antes disso. Minhas pernas já parecem não existir mais, minha garganta lateja, minha cabeça atordoada acompanhada com o vermelhão dos meus olhos. E a única coisa que consigo enxergar com clareza são os passos dele cada vez mais rápidos sumindo a fundo na rua estreita, que agora não parece mais ter carros, arvores ou qualquer outra coisa, apenas a tua imagem, caminhando como uma outra pessoa qualquer.

Os vizinhos em breve ficarão preocupados e logo virão me socorrer, pensei. Então ajeitei meus cabelos mais a frente para tentar esconder meu rosto, vesti meu casaco e andei ao lado oposto do dele. Eu me sinto tão idiota, tão idiota! Querida culpa aterrorizante, você tortura qualquer um. Sabe que, mesmo lá no fundo, lá fundo, mas bem no fundo mesmo, você sabe que não tem culpa nenhuma, e continua insistindo que a culpa é tão cruel, imperdoavelmente sua.

Porque infelizmente você não pode fazer diferente não é mesmo? Você poderia ter ficado quieta. Escute o que ele tem a dizer, o silêncio é o principal saber da sabedoria. Mas o que poderia ser pior, querida Rosie? O que poderia? Você não sabe ser razoavelmente sabia.

Até porque, ninguém é.

Seres humanos, burros pra caralho.

A gente sabe que gritar não adianta, sentir ciúmes, adianta? Chorar adianta? Mas a gente insiste. Isto simplesmente é nada mais nada menos do que viver a vida. E agora, lá está ele, andando cada passo á mais, por minha incrível culpa – mesmo que não inteiramente minha – mais eu poderia ter agido diferente, ter sido mais humana, ter lhe ouvido mais, e talvez no fim, de dizer tanta coisa real ou coisas que não eram para ser ditas, pedir desculpas. Um simples gesto de desculpa, um abraço, talvez.

E daí a gente se beijaria, faríamos as pazes. Nos sentíamos aliviados com isso, mais tardes eu iria beija-lo mais do que nunca, pediria desculpas de novo e faríamos amor.

Mais não, agora ele já esta longe. Imagino entrando na sua casa, jogou na parede a primeira coisa que encontrou pela frente, e chorou, chorou também, do jeito homem de chorar. Ele deitou na sua cama, usou os braços como travesseiro e recapitulou toda a briga como voltar a fita no começo. Lembrou do fim, lembrou me deixando sentada no banco chorando, gritando para que voltasse. Ele não quis voltar, não naquela hora, sentiu que precisava ficar sozinho, o momento era improprio para conversar racionalmente.

Ele sabe, nos sabemos, tudo passou, foi uma discussão idiota. Por ciúmes? Poderia ter sido um ciúmes racional? Ou pelo fato de eu não confiar como deveria em confiar. Que pergunta idiota. Mais idiota que a própria situação. Sou incrivelmente linda, e não o bastante pra nós dois? Criação da minha cabeça injusta.

Meu coração agora quer sair pela boca, meus braços tremem e a única coisa que eu consigo pensar agora é, será que acabou? Minha vida está parecendo um mar negro sem graça, sem cor e que fede a lixo. Sem importância, pra quem me ama, pra quem eu amo. Tudo parece ser um grande lixo. Fedido, e vergonhoso.

Mas agora ele deve estar pensando em mim, eu tenho certeza, eu tenho. Então eu tomo um grande banho, torcendo para que toda a minha raiva desapareça. Treino uma metodologia rápida, repito varias vezes – fale menos e ouça mais, fale menos e ouça mais – respiro fundo a cada dez segundo, fecho os olhos e deixo a água escorrer devagar e morna por todas as redondezas do meu corpo.

Escovo meus dentes e visto o melhor vestido para ocasiões trágicas, preto com renda por cima. Visto sapatilhas azuis com a ponta dourada e não passo maquiagem, para não parecer estar tão bem assim. Abro minha caixinha de lembranças, onde tem muitas cartas, cheirei a minha preferida, John me escreveu quando completamos um mês de namoro e também era meu aniversário. Nela dizia:

Feliz aniversário urso panda!

Basicamente neste dia você tem três pedidos (mas que eu não prometo que vou cumprir)

1- escolha aonde você quer passar o seu aniversário. Só não vale ser na minha piscina, porque isso foi no ano passado. E nem na sua casa, é claro. Isso depois da sua festa. Eu vou levar um vinho, aquele que você odeia, e os restos de bolo da festa. E como na tradição de todos anos, temos que comprar o bolo especial, aquele que só nos dois comemos

2- o sabor deste bolo eu vou deixar você escolher. Porque nos últimos anos foi eu que escolhi, e quase todos você não gostou, porque eu gosto mais de chocolate preto e você do branco. Mas tudo bem. See você pensar bem pode ser mesclado, dos dois, o que você acha?

3- você pode escolher um presente em especial também. Fora o que eu já vou comprei, que você já sabe o que é. E este eu prometo que vou realizar. Seja razoável, ok? Obs: Vale questionar, é justo.

Além de tudo eu quero que você saiba que você foi a melhor coisa que me aconteceu. Esqueça os que os outros falem, eu não me importo. Eu só tenho a certeza que eu gosto que você cuide de mim, e pega no meu pé pra prestar atenção na professora e não me deixar fumar quando me oferecem.

Você é um anjo.

Não quero pensar que vai dar tudo errado, e que nem que dê cem por cento certo, porque eu tenho medo medo de as coisas serem dificies como foram para mim em outros relacionamentos. Eu so quero que seja especial. Quero que cada minuto com você o tempo não mude, e que eu esqueça por completo os problemas da vida.

Eu te amo e você sabe disso.                                                                                                                                John

continua…

Anúncios

Último capitulo da história que escrevi

Não estou certa, e também não sei o que pensar, só sei que vou fazer. Não vou me arrepender disto, isto é fato. Mas acontece que, eu vou postar aqui para vocês o final da minha historia. Não vou chamar de livro, porque eu acredito, isso nunca vai se tornar um. Mas eu escrevi com muito carinho. Confesso que não gostei muito. Acho que eu poderia ter escrito um pouco melhor. Mas, no entanto, o que vale é a intenção e a iniciativa. Reconheço que é a primeira coisa que escrevo de grande escala, então eu não esperava muita coisa mesmo. Vou postar a ultima parte, e a próxima postagem começo desde o inicio. Certo? Me deem palpites.

12631375_889246341173585_8319597431993207949_n

Dentro de alguns dias eu já estava melhor. Depois daquilo, Josh me ligou centenas de vezes e eu não atendia. No terceiro dia ele veio na minha casa, e eu pedi para ele um tempo. Eu disse que quando eu dizia para ele que eu me preocupava com ele, que eu o amava, não era mentira. Ele me magoou muito, é claro. Mas não seja por isso que eu iria deixar de sentir o que sinto por ele de uma hora outra. Estava com muita raiva, muita mesmo. Mas não seria assim que os meus sentimentos se resolveriam. E então, ele me deu este tempo, não sei até quando, e também não sei se algum dia esse tempo teria um fim, mas eu precisava fazer da minha vida, a minha vida agora.

Dafine não saia da minha casa nas férias. Eu até disse para ele um dia desses, você quer morar comigo aqui? Ela riu e disse: eu já moro aqui! Rimos muito, comemos muito chocolate e assistimos muitos filmes. Ela e Henrique estão saindo. E Taiana? Eu não sei da Taiana. Todos da escola ficaram sabendo que ela estava traindo Henrique, Dafine fez questão de contar pra todo mundo. E desde então eu nunca mais a vi.

Depois daquele dia eu pedi desculpas á minha mãe, milhares de vezes na verdade, ela estava muito magoada por eu ter cancelado a festa de aniversário que ela fez com tanto carinho, e meu pai me ajudou com isso. Em compensação, no outro dia nos comemos o bolo e todos os salgadinhos. Eu, minha mãe, meu pai, Dafine, Henrique, e o Duca. Minha mãe ficou mais feliz com isso e me perdoou. Ela me deu uma caixinha de guardar jóias com uma coleção de néis e brincos dentro, eu agradeci e dei um abraço nela o maior e mais apertado que me lembro ter lhe dado em toda a vida.

Para ser sincera, eu não me lembro de ter sido feliz no amor alguma vez antes.

Josh não foi “amor” propriamente dito, foi algo especial, mas não fui tão feliz assim.

Duca, está sendo meu primeiro amor. Dizem por aí, que o primeiro amor nunca dura para sempre, e que é aquele que a gente nunca esquece. Ainda não posso dizer isso, mas vou levar esta teoria para o resto da minha vida.
Estamos vivendo um momento muito bom. Contei para os meus pais tudo o que aconteceu e eles aceitaram numa boa. Duca é um bom rapaz, disse meu pai, palavras que não foram ditas para John, o que com certeza vou levar em consideração. Desde então, minha vida parece estável. E no momento, não quero perder nem um minuto do que estou vivendo. Só quero agradecer, por mesmo tão ruim possa ter sido, por tudo o que aconteceu, pois sem esta pagina do livro da minha história, que eu já joguei no lixo, as coisas não seriam as mesmas. Eu diria que John foi uma mediação, entre o que basicamente eu não sabia o que era uma primeira história, até o momento, que hoje sei o que é considerar á primeira vez.

Sabe, são estas coisas que sentimos que transforma nossa vida. Agora, acho que estou entendendo o verdadeiro significado dela.

Decidi publicar a minha historia aqui e no Wattpad

Heeeey, querido leitor. Como estão? Decidi (do dia pra noite mesmo) que eu vou começar a postar uma história que eu já ando escrevendo á alguns meses. Eu queria terminar primeiro, para publicar, mas eu acho que vai ser legal eu ir escrevendo e vocês acompanhando juntos. È meio bizzarro porque deve estar bem ruim, mas eu não me importo porque eu sei que ainda eu estou me aperfeiçoando e crescendo.

Eu espero que vocês gostem. È um romance, e eu sempre tive a ideia já em mente. Basicamente são acontecimentos de grandes coisas que aconteceram na minha adoslecencia. Acho que vou dividir em duas partes, não sei, haha. E já escrevi umas 100 paginas acho, mais ou menos. Mais detalhes? Não! Vocês vão ter que descobrir lendo.

Não vou nem criar sinopse aqui para vocês, porque como eu disse ainda estou escrevendo e não sei que fim vai dar. E também, vou criar um titulo está semana. Acredito que semana que vem eu posto. Eu espero não ter que ter problemas com ele, então se alguém sabe me explicar melhor aqui aquela história de auditoria eu agradeço, haha!

Ah Fran, mas porque você não espera terminar o livro para ver se alguma editora queira publicar para você? Acho muito difiicil, porque é meu primeiro livro e não muito profissional. Segundo que eu já vi muitas pessoas tornarem escritores profissionais publicando na internet, então por isso o motivo para a minha publicação. Quem sabe, não? haha

Aqui no blog eu vou publicar em forma de posts, para não ficar muito longo para vocês. Quando eu terminar um capitulo aqui eu publico um capitulo no Wattpad. Não me apavorem para escrever logo (que nem sei se isso vai acontecer, mas tudo bem haha) porque como todos sabem eu estou estudando então possa ser que demore um pouco para uma ou outra continuação, mas sem problemas né.

Não se esqueçam também de seguir a serie “cartas de amor”, de Rafael entre Tereza, muito interessante e que espero que vocês gostem. E então, o que vocês acharam? Um grande beijo e até lá! (L)

Desabafo bobo/Escreva a sua história

Na necessidade de um mundo melhor, acho que todos, todos sem exceção, pudessem relatar um pouco das suas vidas para qualquer pessoa. Mesmo que seja de diversas formas, como fala, escrita ou sinais. Não há vergonha, nem medo e nem história melhor que a outra. Cada um tem a sua, intensa ou não. Mas se acreditar, com o toda a compreensão, toda história tem um significado no fim dela, uma diferente da outra, independente de quantas pessoas no mundo existem. Cada ser, que pensam alguma de si mesmas, que são importantes ou não para qualquer sentido no mundo, todas elas, sabem contar uma história, e acredito muito, mas do que qualquer outra pessoa, que estas histórias deveriam ser compartilhadas. Reais e com certeza inéditas.