Desafio literatura brasileira {1/100}: O Rei da Vela, Oswald de Andrade

qNunca ouvi falar, muito menos ouvi elogios, criticas sobre. Ler um teatro para mim foi uma experiência e tanto. Diferente e fascinante. Imaginar a cena como descreve no texto. As falas, e não diálogos. Ou sei lá o que pode se chamar isso. Não conheço, nunca me aventurei, não tenho mais títulos para mencionar. São livros, em forma de falas, como para se decorar um texto para novela, ou não? Com pequenas descrições no inicio de cada “ato” (cena) especificando o local, o ambiente.

O Rei da Vela, de Oswald de Andrade foi assim. Diferente de tudo do que eu já havia lido na vida. Sim. Se estou impressionada? Com certeza. Após algumas pesquisas, descobri que o livro de Oswald de Andrade renovou a época. A forma de como os escritores escreviam em 1922. Descobri mais ainda. Existe especulações no livro. Criticas a sociedade. Fala de homossexualismo, política, casamentos sob farsas, e muitos assuntos que sem uma pesquisa, não se percebe a critica que o livro traz.

O livro que conta a história de Abelardo e Abelardo II. Sócios, o casamento arranjado entre Abelardo e Heloísa de Lesbos. Seu irmão homossexual. O homem americano. As dividas. O Socialismo. Tudo contextualizado na sociedade em que se encontrava. Uma peça nada em comum. Que surpreende com os fatos. Abelardo que tem laços amistosos e estranhos com a sogra, com a tia de Heloísa. Um casamento realmente arranjado, por dinheiro.

Confesso que o contexto em si, não foi minha maior compreensão do livro em si. Mas como a audácia do autor em escrever coisas em pleno século XX, assuntos que são polêmicos para a época, foi o que me surpreendeu. Não sou nenhuma especialista em história, nada disso. No entanto a história é extraordinária e audaciosa.

oswald-andradeAlém do mais, me apaixonei pelo autor. Totalmente “louco” segundo sua biografia. Já se relacionou com muitas mulheres, paixões loucas, intensas. Um dos principais participantes da Semana da Arte Moderna de 1922.

O livro é divido em três atos (três cenas) no qual cada cena é um contexto diferente. Muito rápida a leitura, a linguagem não é tão formal como muitos pensam, por ser um livro brasileiro e antigo. No entanto um livro bem contextualizado e detalhado. Recomendo para quem quer se aventurar mais na literatura brasileira, que acabo de descobrir que é fantástica.

 

 

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Cartas de amor #4

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Oh meu Deus, amor! Porque você não me disse antes? Não entendo, qual o problema disso? Escute, eu entendo perfeitamente o que aconteceu, foi errado, foi muito errado. Mas sabe, a vida é isto, é vivendo e aprendendo, e pelo o que você me disse você está arrependido e é assim que se aprende.

Tua mãe também – não sei se posso dizer assim – deveria te dar uma chance, uma chance de você se explicar, ou sei la. Dizer ao menos o que você esta sentindo, eu sei que isso doí querido, e estou lamentando por você aqui agora, eu juro. Sabe o quanto eu queria estar com você aí agora? Vocês faz ideia?

Com certeza se eu estivesse aí, eu iria dizer “querido vá ver seu pai! Talvez o pior pode acontecer…” Mas eu entendi perfeitamente, você achou que seria igual á tantas outras vezes, á tantas idas ao hospital, como se fosse rotina, como se fosse normal. E então todas as vezes ele voltava para a casa, mas nesta não… nesta ele se foi. Ah, amor, eu lamento muito, muito mesmo.

Eu nem sei o que dizer, ok, quer que eu diga? Essa semana foi pessima para mim também. Motivos muito menos piores que os seus mas, o suficientes para me abalar. Descobri que meu pai está traindo minha mãe, na verdade, descobrimos juntas, eu e minha mãe. E advinhe só? Ela o perdoou. Estamos discutindo isso todos os dias, gritamos uma com a outra á noite quando meu pai está em um lugar que ele diz chamar de “encontro da igreja” aonde eu sei muito bem aonde vai.

Minha mãe acreditou quando ele disse “eu prometo nunca mais fazer isso!” agora eles fazem amor todos os dias, e… você sabe, estão no alpice da paixão de novo, minha mãe acredita não merecer coisa melhor. Estou pensando em sair de casa, seriamente. Não queria deixar minha mãe sozinha é claro, mas eu certamente não posso tomar as atitudes por ela. Eu tento dizer, grito, choro para que ela entenda como ela está sendo estupida com a sua decisão. Mas o que mais eu posso fazer? Eu não estou suportando ver meu pai beija-la todas as noites quando chega, como se eu não soubesse á verdade, mesmo que eu o ame, pois eu não posso deletar a ideia dele ser meu pai, acima de tudo.

Sabe amor, você não precisa ficar com medo de me perder. Uma coisa que eu aprendi nessa vida – acho que até a mais importante das lições – é que erramos, temos muitas falhas, e mesmo que a gente tente não errar, não dá, porque esta é a real objetivo da vida, aprender coisas errando, e no ultimo ano da nossa morte, a gente se orgulhar por ter feito o que a vida vale a pena, aprender e amar.

Me dê mais noticias. Aguardo a sua carta.

Te amo, Rafael.

Resenha: Cidade de papel, John Green

wpid-51c31255cdc787a11f057379ccf0ebcd.jpgSinopse: Em Cidades de papel, Quentin Jacobsen nutre uma paixão platônica pela vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman desde a infância. Naquela época eles brincavam juntos e andavam de bicicleta pelo bairro, mas hoje ela é uma garota linda e popular na escola e ele é só mais um dos nerds de sua turma.

Certa noite, Margo invade a vida de Quentin pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança. E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola, esperançoso de que tudo mude depois daquela madrugada e ela decida se aproximar dele. No entanto, ela não aparece naquele dia, nem no outro, nem no seguinte.

Quando descobre que o paradeiro dela é agora um mistério, Quentin logo encontra pistas deixadas por ela e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele pensava que conhecia.

Resenha: 

Heeeeeeeeey querido leitor! Estou tão feliz, mas tão feliz por estar aqui hoje falando do John Green novamente, vocês sabem que depois que eu li Quem é você, Alasca? fiquei muito ansiosa para ler outros livros deste. Bem, eu confesso que eu li muitas criticas sobre o autor, e ultimamente ando repensando um pouco sobre elas. Bem, primeiro: o pessoal está falando quem em seus livros ele conta toda a mesma historia. Na minha opinião, eu não posso dizer que é sempre a “mesma historia”, sabe? Porque elas são bem diferentes. Mas na realidade, o querido critico estava tentando dizer, que muitas situação são parecidas. Tudo bem que meio estranhas, mas sério! pra mim super beleza. Porque as situação mesmo que sejam parecidas, os personagens podem ser parecidas, mas cada uma de uma personalidade diferente, e enfim! so lendo pra saber do que estou falando haha.

Aaaaaaaaaaaaaaaaah! mas vamos deixar as criticas para outro dia, porque se falarmos sobre John agora, o post vai ficar enorme, vamos falar disso depois ok?

Bom, o livro especificamente conta a história de Quentin que em uma certa noite ele e sua “amiga” passam uma noite juntos vivenciando muitas vinganças. Divertido, mas na manha seguinte esta “amiga” Margo, some! E tudo vira de cabeça para baixo, porque Quentin quer encontra-la a qualquer custo.

Um livro muito, muito dinâmico mesmo, serio, você não consegue parar de ler até encontrar a maldita Margo! Você quer saber enfim, onde está a filha da p**ta. E dái você fica se perguntando: porque ela fugiu? Onde ela está? Ela só quer atenção? aaaaah! você fica doido junto com Quentin. Mas enfim, no fim todas as respostas são respondidas.

Além do mais, eu aconselho este livro para quem quer dar uma desligada da vida real, haha. Sério, eu não parava de pensar neste livro enquanto não lia.

Quem já leu tem alguma opinião diferente? Eu amei! Ah, e não esqueçam, o filme está em cartaz! uhu

Um beijo!