Quem era ela-

Ela não era só uma, dentro de várias, no seu próprio “seu”. Sentada, com o longo vestido vermelho, enfeitado com as lantejoulas depreciativas iguais o seu humor. Não deu pra não notar, ela olhou fervorasamente para os noivos, e depois, por incrivel que pareça não tinha medo, de parecer com pessoa que transmita medo. Estava sozinha. Sentada na cadeira, encontrada no centro, um lugar propicio á todos os olhares, era alvo de observações e indagações, quem era ela? Observava por cima das imagens inviseis para outros, diferente de sua pessoa, do celular. Não encontrava talvez o que queria, mas será que estaria procurando algo, ou alguém? Não procurou em nenhum momento sobrepor suas atitudes, em relação ao que sentia. Madrosamente, ela era ela, e não bastante mais com isso, isso é indelicadamente pertubante. Minhas reflexões já extrevasaram o ambito da miseria dos meus pensamentos. Não mais eu era á única a perceber, percebi que não era alvo apenas do meu olhar, e sim como um atropelamento em uma rua fervecente da avenida no fim da tarde. Era a mulher. Então, mesmo que não preparada para transparecer tais pensamentos, encontrei formas de dizer sobre ela. Não poderia eu, ser a pessoa mais horrível e cruel, á escrever sobre alguém, que absordamente tomou a atenção de não uma, mas muitas pessoas, e que de fato, não é pelo motivo á qual, merece tanta atenção? O seu vestido vermelho transmitia paixão, encantamento, ardoroso, fervoroso, porém, sua expressão não significava nada. Era indeferente, por isso é um meio para tantas discussões. Senti pena. O que estaria por baixo da formidável maquiagem, que de qualquer maneira, presente na ocasião, da excessão, da excessão, e da excessão, deslumbrante e não partidaria da sua verdadeira pessoa. Me peguei pensando.