Ela sabe sivirar, está aprendendo com isso

e41b9aa66870522eaacdb718867972cf

Não é preciso ter medo, quando o que menos se tem é coragem. Destruir expectativas que talvez não torne realidades futuras não é o caminho certo para se tornar equivalente a alguém de sucesso. Eu posso! Repete ela, todas as vezes que esta diante de algo que a amedronta. As vezes a situação é contornável, quando é, e quando é, não adianta comemorar, haverá sempre uma sempre oportunidade.

È interessante perceber que a evolução dela como ser humano emocionada. Pode ser que ela se emocione todos os dias e que nunca se esqueça que está dando certo. È maravilhoso, é  indestrutível é rejuvenescente. Quando parecia tudo velho, lá vem uma atitude aplausível, uma fala reconfortante, uma ação audaciosa, que faz o sol ficar mais bonito ou  as folhas das arvores mais verdes. A vista, não é mais uma imagem que meus olhos transmitem para o meu cérebro, é mais a rara perfeita vida, que ela tem.

Não basta ter um coração batendo, se nem ao menos uma vez no dia você para, para escutar-lhe. Os batimentos são como ecos de som de altíssimo volume em uma festa, diferente, da sua audácia de aparecer. O coração precisa de atenção para se tornar presente, e para isso só basta silêncio, paz e concentração. Ainda assim, ele tenta não tornar-se presente, porque a vontade de si mesma, é se tornar ausente.

 

 

Anúncios

Personagem Laurel do livro Cartas de amor aos mortos – Superação da morte e da baixa autoestima

cartas

A morte pode significar muitas coisas para as pessoas. Eu nunca vivenciei uma de fato, não sei como irei me sentir e reagir diante dela. Mas acredito que cada um reage da sua maneira. Já observei isto nas pessoas, mas nunca sei o que passam na sua cabeça, se estão pensando na morte, no futuro, na superação do que aconteceu, quem é que sabe?

Porém, no livro de Ava Dellaira, Cartas de amor aos mortos, a personagem Laurel escreve sua trajetória na escola, na vida pessoal e nos relacionamentos amorosos, após a morte de sua irmã Amy. È difícil ler um livro, onde a morte está tão presente. Amy ainda sofre muito com a morte da irmã, se sente culpada,  e é difícil para ela ainda tentar entender o que foi que a morte representou na vida dela. Ela conta tudo. Conta como tenta superar, ou como não consegue fazer isso.

Claro que para Laurel, seguir a diante com a morte da irmã trouxe muitos desafios. Como por exemplo se apaixonar de novo, fazer novos amigos e tentar compreender o porque que isso trouxe tantas mudanças na família, na separação dos seus pais e no abandono da mãe. Sinto as vezes, que Laurel ficou perdida, não sabia que de fato, além da morte de Amy, seria possível tudo em volta de si mudar junto, e ainda para pior. Foi uma surpresa.

Além disso, Laurel tem uma auto-estima muito baixa. Muito baixa mesmo. Vive se comparando a irmã, como queria ser como ela, bonita como ela, popular e espontânea como ela. Ela irá entender que ela não é Amy, e que precisa achar o seu próprio eu. Fiquei pensando, quantas pessoas existem assim no mundo? Constantemente queremos ser outras pessoas, ter o corpo mais legal, o cabelo mais bonito, a popularidade do outro. Tentar encontrar nos outros, o que queremos em nós. Isto não é certo. Isto não é justo com ninguém.

Tentar ser o que somos, ser do jeito que somos, sem achar que somos inferiores é um desafio diário. Sempre haverá alguém para admirar, achar especial, interessante e inteligente, porem nunca devem ser melhor que você. Ninguém é melhor que ninguém, disto eu tenho certeza. Não se pode criar um degrau, onde cada um ocupa o seu. Não existe está classificação, mesmo que o motivo dela existir, é porque você mesma a criou.

Laurel me ensinou muita coisa neste livro. Aprendi, mesmo com a maneira individual de Laurel, como a morte pode significar na vida das pessoas. Além disso, como ela pode ser superada, como é importante falar, conversar com as pessoas sobre o que sentimos, para que as pessoas saibam e digam algo que muitas vezes não percebemos.

Foi muito bom conhecer Laurel, conhecer seus pais, e sua irmã.

Resenha em breve aqui no blog. ;*

linha

Olá. O artigo que você leu é sobre a reflexão que eu faço dos personagens de um livro, o que eles me ensinaram, o que eles tentaram passar para os leitores, e como isto pode transformar um pouquinho a minha vida. Para ler mais artigos deste tipo, clique nos links:  Personagem Nora Grey,  O personagem totalmente sem noção, Quem é você, Stephen McQueen?

linha