Diário Fitnes#1 Porque decidi eliminar peso

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Como dizia um amigo, peso não se perde, se elimina, porque tudo o que se perde, acha. Pois é. Pode até fazer sentido. Durante toda minha vida, eu já perdi e ganhei peso.  E também, já fui magra e gorda, nunca deu pra entender direito. Porém, ultimamente ando lendo muitas discussões sobre amar a si mesma, autoconfiança, baixa/alta estima, saúde, perca de peso, vida ftines e etc. As pessoas estão falando tanto sobre disso, que até eu parei pra pensar.

Eu espero que toda esta onda Fitnes não ultrapasse os limites. Não que isso seja de fato algo ruim, é uma coisa muito boa falar sobre isso, sobre saúde, ser bonita e se sentir amada e se amar. Porém, isso mexe com a cabeça das pessoas, que de certa forma, a teoria é só uma, mas a psicologia das pessoas são totalmente diferentes.

Eu até havia aceitado meu corpo. Eu aceito meu corpo, para falar a verdade. No entanto, me incomoda. Não dá pra dizer: EU AMO MEU CORPO, NÃO LIGO PARA O QUE PENSAM, EU SOU MUITO CONFIANTE. Esta é a mensagem que escuto pelas redes sociais. Não acho que é verdade. Eu posso me amar, ser auto confiante, ser feliz com meu corpo, porém não fechar os olhos pro espelho e pensar: SIM, SOU PERFEITA.

Meus braços me incomodam, e não encontro roupas. Acho feio? Não. Mas me incomoda. Preciso correr para pegar um ônibus, preciso treinar meus cavalos, preciso me vestir melhor, quero fazer boa pose em uma foto.. não é sempre que dá. Para falar a verdade, quase nunca dá. Era bom. Eu me sentia satisfeita e feliz. No entanto, eu estava omitindo umas coisas. Eu omitia a realidade, e é sobre isso que vou falar agora.

A realidade, é que nunca irei poder vestir as roupas que eu quero. Adoro vestidos, mas não gosto de mostrar minhas pernas grossas. Adoro meu rosto, mas a papinha do pescoço deixa as fotos estranhas, gosto de uma roupa na loja, e não tem meu numero. Sei que um dia poderei ficar doente, sinto que ao correr, meu corpo é fraco e menos propicio a vencer em uma guerra. Estas são realidades, e mesmo que você não se importe com elas, elas existem. È como ignorar a chuva, mas de qualquer forma ela vai te molhar.

Foi por isso que eu comecei meu diário Fitnes. Eu odeio esse titulo, mas ele faz eu me sentir bem. Mesmo que eu tenha escrito um monte de asneira aí em cima, acho que agora posso dizer sobre minha trajetória. Já faz uma semana que estou nesta “vibe”. Para começar, estou fazendo Jump, em casa, e isto está me fazendo muito bem. Eu escolhi o jump porque não é chato. E as horas passam rápido. Toca musicas que eu gosto e que me dão adrenalina. Isso me fortalece e não me deixa desistir.

Esperem pelos próximos capítulos.

Tchau!

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Sobre vida de casada {1}: Dê privacidade

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Há muitas maneiras, de você definir o que é uma vida de casada, o que fazer na vida de casada e como tudo acontece nestes relacionamentos á dois. Porém, existem muitas coisas que mesmo de forma induzida, são fatores necessários para uma boa convivência. Uma delas, por exemplo, é a questão da privacidade. Mesmo que casados, na qual consiste em uma união, uma aliança, não necessariamente quer dizer se tornarem um só. Ainda é você, e o outro, ainda é o outro.

Isto foi muito difícil para mim. Por muito tempo, vida de casados na minha opinião, era  duas pessoas, que se completam. No entanto, com o tempo entendi que não, não se deve completar, mas sim somar. Você não pode ser outra pessoa em um relacionamento, ou uma pessoa a mais, ou uma pessoa a menos, você ainda tem que ser você. Será você, sempre. Aquela mesma pessoa solteira, casada, viuvá ou separada. Isso é ser privativo. Isso é você nunca deixar escoar sua privacidade.

Uma maneira de você distinguir, se deixou ou não, que sua privacidade fosse reduzida, pergunte-se a si mesma: o que eu faço a partir de agora, e o que deixei de fazer, após ter me casado? Se a resposta for, muitas coisas que deixou de fazer,  coisas que fazem falta, coisas que você gostava, coisas que faziam parte do seu cotidiano, saiba que você esta abrindo mão da sua privacidade. Agora, se você ainda mantem todas as coisas que amava fazer, e ainda descobriu coisas melhores, saiba também que você não está errada.

Muitas vezes, o parceiro não entende algumas privacidades do outro. Isso é normal. Não se sinta casada com alguém que não lhe entenda ou aceita. Somos pessoas diferentes, não se dá para concorda e dar bandeira branca para tudo. Por isso, que cada coisa deve ser pesada na balança. Muitas coisas são toleráveis, outras não. Cabe o bom senso de cada um, sobre os limites da privacidade em um relacionamento.

Mesmo que difícil, nada é impossível. Saiba que, se você e seu parceiro passam por isso, tente ao máximo melhorar esta situação. Pois, um dos motivos de muitas separações, é a falta de privacidade. Repense sobre suas atitudes com seu parceiro, e peça o mesmo a ele. Nada que uma boa conversa e esforço, resolva. Espero ter ajudado. Um abraço!

Franciele Miloch

Desafio literatura brasileira {1/100}: O Rei da Vela, Oswald de Andrade

qNunca ouvi falar, muito menos ouvi elogios, criticas sobre. Ler um teatro para mim foi uma experiência e tanto. Diferente e fascinante. Imaginar a cena como descreve no texto. As falas, e não diálogos. Ou sei lá o que pode se chamar isso. Não conheço, nunca me aventurei, não tenho mais títulos para mencionar. São livros, em forma de falas, como para se decorar um texto para novela, ou não? Com pequenas descrições no inicio de cada “ato” (cena) especificando o local, o ambiente.

O Rei da Vela, de Oswald de Andrade foi assim. Diferente de tudo do que eu já havia lido na vida. Sim. Se estou impressionada? Com certeza. Após algumas pesquisas, descobri que o livro de Oswald de Andrade renovou a época. A forma de como os escritores escreviam em 1922. Descobri mais ainda. Existe especulações no livro. Criticas a sociedade. Fala de homossexualismo, política, casamentos sob farsas, e muitos assuntos que sem uma pesquisa, não se percebe a critica que o livro traz.

O livro que conta a história de Abelardo e Abelardo II. Sócios, o casamento arranjado entre Abelardo e Heloísa de Lesbos. Seu irmão homossexual. O homem americano. As dividas. O Socialismo. Tudo contextualizado na sociedade em que se encontrava. Uma peça nada em comum. Que surpreende com os fatos. Abelardo que tem laços amistosos e estranhos com a sogra, com a tia de Heloísa. Um casamento realmente arranjado, por dinheiro.

Confesso que o contexto em si, não foi minha maior compreensão do livro em si. Mas como a audácia do autor em escrever coisas em pleno século XX, assuntos que são polêmicos para a época, foi o que me surpreendeu. Não sou nenhuma especialista em história, nada disso. No entanto a história é extraordinária e audaciosa.

oswald-andradeAlém do mais, me apaixonei pelo autor. Totalmente “louco” segundo sua biografia. Já se relacionou com muitas mulheres, paixões loucas, intensas. Um dos principais participantes da Semana da Arte Moderna de 1922.

O livro é divido em três atos (três cenas) no qual cada cena é um contexto diferente. Muito rápida a leitura, a linguagem não é tão formal como muitos pensam, por ser um livro brasileiro e antigo. No entanto um livro bem contextualizado e detalhado. Recomendo para quem quer se aventurar mais na literatura brasileira, que acabo de descobrir que é fantástica.

 

 

Pensamentos aleatórios bobos #1

Oi, leitor! Em alguns momentos do meu dia eu pego meu caderninho, ou aqui no computador mesmo, e escrevo algumas besteirinhas, bobas, só pra aliviar mesmo. E na maioria das vezes elas ficam apenas lá, quietas, sem nunca mais serem lidas haha (só de vez em quando) então, eu tive a milagrosa ideia de compartilhar aqui com vocês, só não se assustam, porque pode ser que vocês encontrem coisas muito bobas, mesmo! haha

“Talvez eu devesse dizer alguma coisa, sobre em como eu consegui sobreviver á vida sem saber exatamente o que deveria ser a felicidade. Mas eu tenho uma noticia para você, ser feliz não é encontra-la, é cria-la.”

“Deixa de ser retardada. Você tem apenas três passos. Seja feliz, crie a sua felicidade, ou morre. Não estou ligando se você não esta acreditando em mim, não mesmo.”

“Sabe, a sua cabeça é uma jaula. Você coloca dentro dela, o que você quiser. Se você colocar um leão lá dentro, isso é o que vai estar. Mas escolha aves, se você for uma bela jovem consciente.”

“Que maneira idiota de dizer que alguém tem alguma porra de consciência sã. Cansei de falar de amor, lindo demais pra ser verdade. Vida normal demais pra ser verdade. Quero ser “escrota” como você prefere chamar. “

“Eu só tenho mais algumas horas neste dia. E eu ainda procuro á faixa colorida do meu arco-iris. Quantas cores você vê no seu?”

“Porque meu livro um dia vão haver 365 páginas. (foi o primeiro numero que veio na minha cabeça). Eu tenho 1867 cracteres, e o que eu falo? Muita merda, muita merda.. pode apostar.”

“Como eu poderia imaginar que as pessoas poderiam ser piores do que eu acreditava. Minhas palpetras não queriam mais enxergar. Eu tinha vergonha, de pertencer á uma escala de pessoas que acreditavam sem ser ondas do mar, e sim no calor do inferno.”

“Estou tão cansada dessa coisa de ninguém se importar. Qual o sentido de você pensar que os outros, também não é você? Você também é os outros. Dá pra notar? Não é estranho as pessoas acharem que você é mais importante que os outros, com coisa que os outros, também é você.”

“Estou triste pelos seres humanos serem tão hipócritas, tão ridículos quando se trata dos outros. “

È só. Beeeijos <3′

Cartas de amor #1

 

Olá, Teresa

Talvez você devesse saber que as coisas não andam tão fácies por aqui. Escolhi um caminho, e acho que devo lidar com as consequências. Me desculpe se as vezes eu pareci ausente. Idiota demais. Eu sei. Me desculpe. Espero que você compreenda que, o que a vida está tentando me dizer eu não esteja entendendo muito bem. Mas estou feliz por ela ter me dado você. Está rara preciosidade que eu conheci. Se não fosse por este acaso (que não acredito muito que foi mesmo um “acaso”) eu estaria completamente perdido. Bom, acho que está não é uma boa maneira de começar uma carta.

Estou fazendo algumas mudanças na minha casa. Uma delas, foram as cores dos vasos que eu pintei, e coloquei na janela, inspiradas em você. A primeira pintei de amarelo com listras douradas. Me lembra o seu cabelo, que me lembra a Catedral quando é Natal. Plantei margaridas, sem flores ainda, mas com certeza ficaram lindas. Na segunda pintei o vaso de branco, sabe porque? Me lembra as suas pernas, sei porque naquela foto que você tirou á noite, suas pernas realçaram ser muito brancas. Nela eu plantei Kalandivas alaranjadas. Você vai gostar.

Mas então, como estão as coisas? Espero ouvir a tua voz logo. Ainda não podemos, não é mesmo? Mas estou ansioso. Você é linda, disso tenho certeza. Tudo o que me mostrou até hoje com as fotos, me deixa ainda mais encantado. Sabe o que eu faço após o jantar? Ligo a minha caixa de som em um volume considerável, não muito baixo, nem muito alto, e escuto varias e várias vezes as musicas que eu mais amo. Deito na minha cama, e imagino diversas maneiras como poderá ser o nosso primeiro encontro.

Já imaginei na beira de um lago, talvez um piquenique, e conversamos o que basicamente já falamos várias vezes. Mas era importante ouvi-las saindo da sua boca. Já imaginei em uma mesa de café, se fosse inverno seria bronwie com chocolate quente, e no verão, um simples café com cuca italiana.

Como eu espero por este dia. Tomara que não demore.

Com amor, Rafael.

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Olá. Se você está perdido, não se preocupe, pois irei explicar tudo. Está é a historia de Teresa e Rafael. E está não é a primeira carta que ambos escrevem. Para ser sincera, já faz alguns meses que fazem as trocas, mas não muitas. Eles se conheceram em uma viagem, na qual Teresa viajou com seu pai á trabalho. Assim se apaixonaram. Devido a distância, trocam constantes cartas de amor. Rafael é carteiro, então de forma rustica, trocam as amadas cartas. Porém, muitas coisas acontecerão. Após os meses de paixão, declarações de amor e afeição, este romance via cartas não pode continuar sendo o que é, com isso as circunstancias pede um desfecho, á algo mais concreto. Não perca as futuras cartas: {clique aqui}
Franciele Miloch