Cartas de amor #4

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Oh meu Deus, amor! Porque você não me disse antes? Não entendo, qual o problema disso? Escute, eu entendo perfeitamente o que aconteceu, foi errado, foi muito errado. Mas sabe, a vida é isto, é vivendo e aprendendo, e pelo o que você me disse você está arrependido e é assim que se aprende.

Tua mãe também – não sei se posso dizer assim – deveria te dar uma chance, uma chance de você se explicar, ou sei la. Dizer ao menos o que você esta sentindo, eu sei que isso doí querido, e estou lamentando por você aqui agora, eu juro. Sabe o quanto eu queria estar com você aí agora? Vocês faz ideia?

Com certeza se eu estivesse aí, eu iria dizer “querido vá ver seu pai! Talvez o pior pode acontecer…” Mas eu entendi perfeitamente, você achou que seria igual á tantas outras vezes, á tantas idas ao hospital, como se fosse rotina, como se fosse normal. E então todas as vezes ele voltava para a casa, mas nesta não… nesta ele se foi. Ah, amor, eu lamento muito, muito mesmo.

Eu nem sei o que dizer, ok, quer que eu diga? Essa semana foi pessima para mim também. Motivos muito menos piores que os seus mas, o suficientes para me abalar. Descobri que meu pai está traindo minha mãe, na verdade, descobrimos juntas, eu e minha mãe. E advinhe só? Ela o perdoou. Estamos discutindo isso todos os dias, gritamos uma com a outra á noite quando meu pai está em um lugar que ele diz chamar de “encontro da igreja” aonde eu sei muito bem aonde vai.

Minha mãe acreditou quando ele disse “eu prometo nunca mais fazer isso!” agora eles fazem amor todos os dias, e… você sabe, estão no alpice da paixão de novo, minha mãe acredita não merecer coisa melhor. Estou pensando em sair de casa, seriamente. Não queria deixar minha mãe sozinha é claro, mas eu certamente não posso tomar as atitudes por ela. Eu tento dizer, grito, choro para que ela entenda como ela está sendo estupida com a sua decisão. Mas o que mais eu posso fazer? Eu não estou suportando ver meu pai beija-la todas as noites quando chega, como se eu não soubesse á verdade, mesmo que eu o ame, pois eu não posso deletar a ideia dele ser meu pai, acima de tudo.

Sabe amor, você não precisa ficar com medo de me perder. Uma coisa que eu aprendi nessa vida – acho que até a mais importante das lições – é que erramos, temos muitas falhas, e mesmo que a gente tente não errar, não dá, porque esta é a real objetivo da vida, aprender coisas errando, e no ultimo ano da nossa morte, a gente se orgulhar por ter feito o que a vida vale a pena, aprender e amar.

Me dê mais noticias. Aguardo a sua carta.

Te amo, Rafael.

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